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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Poetar



A poesia sopra nos cantões do mundo  
Assopra e sacode abalos e mentes torpes
Abre persianas e fendas entreabre ouvidos
A poesia infla fora das areias virulentas
Cria nuances habita as ruas os milagres
Venta nos olhares benfazejos ritmos desconhecidos
A poesia sustenta laços bafeja alto ou bem baixinho
Considera amores assovia sofrimento desfalece no tormento
Sem pudor satisfaz às mãos e aos lábios de cada um
Nas vozes humanas diz o mais brutal grita agonia sussurra respira
A poesia pinga leve traços letras
Risca nomes e amanhece no repente do sertanejo
A poesia sopra riscos pingos cochicha rabiscos
Sugere espirra uiva buzina!



 Rio 14 de novembro de 2018





sábado, 10 de novembro de 2018

Memórias: sobre o Café Letrado em Diamantina, MG - 2002


 / Solange Rebuzzi
Carla Maia
"Diamantina respira poesia e música"

m dos destaques da programação do 34º Festival de Inverno da UFMG, o programa Café Letrado promoveu encontros com escritores, oferecendo ao público a oportunidade de refletir sobre literatura.

Solange Rebuzzi: conversa descontraída
"Vivi uma experiência única em Diamantina", confessa a idealizadora e coordenadora do projeto, Solange Rebuzzi. Psicanalista, com especialização em Filosofia Contemporânea, mestrado em Letras e agora também doutoranda na UFMG, ela fala, nesta entrevista ao BOLETIM, sobre sua ligação com Minas Gerais e sobre o Café Letrado, que acabou inspirando a criação de um programa de entrevistas produzido pela TV UFMG.
Como surgiu o Café Letrado?
A idéia nasceu no Rio de Janeiro, no final do ano 2000, quando comecei a fazer encontros na Livraria Contracapa, no Leblon. Em cada encontro, convidava dois escritores para falar de sua obra. Sempre privilegiei os poetas, porque acho que, num mundo em ruínas, onde a esperança é pequena, a poesia tem que abrir um espaço para a reflexão. O nome Café Letrado surgiu da intenção de promover uma conversa descontraída, em que os participantes se sentissem bem à vontade. Nada de entrevista ou de conferência de auditório. Daí, a idéia de fazer um café regado a biscoitinhos e a muita conversa.
Essa idéia de cafezinho e conversa é uma coisa bem mineira ...
É isso mesmo. Não por acaso, fomos parar em Diamantina.
Como foi a experiência de participar do Festival de Inverno?
Diamantina foi uma experiência única. Primeiro, porque a cidade respira poesia e música, com aquelas montanhas, aquelas pedras escritas no caminho da gente. Os encontros foram ótimos, sempre lotados, num espaço excelente, me surpreendi. Depois de Diamantina, passei a olhar Minas Gerais de um jeito diferente. Aqui ainda há algo que a humanidade está perdendo. As pessoas se olham nos olhos, falam o que sentem. Não há nada parecido com isso no Rio de Janeiro.



Clique no link para ler a matéria completa feita pelo BOLETIM da UFMG de 19.12.2002

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Na caminhada com a editora 7Letras

                                          Em 1996 lancei com a editora Sette Letras o livro
                                          Canto de sombras. O primeiro de uma série de outros
                                          que nasceram aos poucos, e foram incluídos entre as publicações
                                          da 7Letras de Jorge Viveiros de Castro.
                                          O texto crítico acima foi um trabalho do jornalista e poeta Manoel
                                          Ricardo de Lima, que na época escrevia neste jornal de Fortaleza,
                                          Ceará.

                                     

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Só pra dizer que vou falar de flores



Flores, literatura e arte! Beba poesia em muitos momentos do dia!
Ao acordar respire lentamente e profundo. Caminhe firme.
Não leia o jornal, de imediato. E, ao lê-lo, respire com suavidade.
Saia do vai e vem das afirmações dos que gostam de blasfemar, e dizer e desdizer os fatos.
Acorde com o pensamento crítico ligado.
Pondere, reflita. Não engula nada inteiro (muito menos violência)!
Mastigue o dia com os livros densos e as histórias de nosso passado.
Não fique na mesmice do momento, que tenta nos confundir e desfazer os caminhos já trilhados.
Os discursos vis procuram vingar ao redor. Sejamos pedras onde eles escorrerão como água.
Vamos trabalhar atentos e respirar na natureza, na literatura e na arte
sempre, na contramão da ignorância e do blá blá blá que vai tentar vigorar.


Rio de Janeiro, 6 de novembro de 2018

sábado, 3 de novembro de 2018

Poema


Fios risos rios fome
Nobres pobres comes e bebes
Pisos pedras paredes
Camas casas casais

Um dia um segundo
Uma vez duas horas
Um ano um rio
Uma árvore um lamaçal

Ali aqui agora
Apito de trem
Navio sirene
Sino de igreja

Tantos e tão pouco
Pouquíssimos
Um instante
Lá longe

Hoje
Ontem

(Azul
Blue)