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sábado, 21 de janeiro de 2017

Pequena nota - Biblioteca Jacques - Doucet

Devo aproveitar o tempo e organizar um pouco meu pensamento.
Nesta mesa de madeira longa e com textura áspera há outros quatro pesquisadores
lendo ou escrevendo. Estou sentada no canto da esquerda.
Ninguém se mexe. Ninguém fala. O meu relógio de pulso marca 15.30hs.
Sou a única que escreve em um caderno de linhas como um caderno escolar. E,
este moleskine  azul foi comprado na livraria Gibert Joseph no Quartier Latin.
Não encontro razão para continuar aqui. Paris e suas ruas em movimento 
constante me chamam. Combinei com José de sair às 17.30hs. Ele está no 
espaço ao lado, na Biblioteca Sainte-Genéviève.
Ainda não sei o que vou fazer com todas estas informações recolhidas aqui.                  
Atrás de mim estão livros de Hugo e Huidobro.
Voilà!


Paris, 13.07.2011

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Poema inédito

Um gesto de ar
no movimento da boca e da língua.
Uma ação reflexa?
Um sopro.
Nossos gestos marcados pela emoção
testemunham algo do vento?
A cidade respira em meu corpo.
O ar visceral
o sopro do vento
o silêncio.


Escrito em 13.04.2012

Poema do dia

pulseira de prata
limpa
na cabeceira
o dia bebe
a manhã
nuvens brancas
opaco homem
não demonstra
nada
um ruído longe
pássaros acessos
no ar
o desvendar
da matéria
coração das palavras

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nota urgente e delicada


Faz muito calor na cidade do Rio de Janeiro. Um calor inigualável, incomensurável, imperdoável!
Nem na minha infância em Manaus senti tanto calor. Aliás, o clima tão quente quanto violento nos leva, de imediato, aos últimos fatos acontecidos no Amazonas. Uma violência próxima da barbárie que convida o pensamento a agir.
Estarrecidos, continuamos a perceber que a questão é nobre do ponto de vista da urgência e do trato. Os brasileiros, e estamos todos implicados na questão, precisam conhecer os fatos dolorosos e difíceis de gerir. A Nação, já tão castigada pela violência política e pela corrupção escancarada, se encontra neste início de ano precisando gerir e digerir mais algumas questões densas que estão, também, no cerne de tudo.
Desdobro a questão mais delicada para dizer que o pensamento de homens violentos vaga no vazio da violência, e quase não toma forma humana. Explico: o humanismo é uma experiência a ser vivida, ensinada e aprendida no dia a dia das Escolas, das relações humanas, etc. 
Quando não cuidamos da nossa população com respeito recebemos de volta a violência em suas múltiplas formas.
É preciso cuidar de nossa população!


Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2017  

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Caminhar...



                                                                 Verona, Itália   2015

Lisboa, Portugal   2009

Cerisy, Normandia - França   2015

Veneza, Itália 2015
Palma de Maiorca - Espanha  1997


Cité Universitaire, Paris - França   2008

domingo, 8 de janeiro de 2017