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domingo, 24 de janeiro de 2010

A escrita de Virgínia Woolf e o universo da pintura

Apenas um murmúrio. O murmúrio das ondas. O mar diante dos olhos abrindo brancas espumas: ondas azuis, ondas verdes. A vida soprada. A escrita anunciando-se em largas ondas. Em movimentos onde a autora comunica viver “agarrada às franjas das palavras”.
Relendo o sexto romance de Woolf, publicado em 1931, descobri que não são os diferentes personagens que nos contam a vida, mas essas vozes, quase indiferenciadas, que marcam o tempo do relato, entre dias e noites, chás, jogos, passeios ou caminhadas. Eu diria que as marés, tanto quanto o vento ou os violentos trovões, se inscrevem nos momentos de intimidade e sofrimento ou na angústia e no amor.
Ela, a escrita de Virgínia, desnuda esse espaço polifônico.

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