fotos de arquivo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Anotações

Durante les années noires,


em toda França,

a vida parou.

Mas as reuniões poéticas de Paul Fort em La Closerie des Lilas, assim como as representações dos caf’conc’ da rua da Gaité continuaram (foi o que li em La vie quotidienne à Montparnasse à la grande époque. 1905-1930.)

Era preciso distrair os que vinham por alguns dias do Inferno do Fronte.


Em Montparnasse, nos ateliers morria-se de frio.

Poucos foram os artistas estrangeiros que permaneceram por lá. A maioria dos marchands, que se interessava pelas obras desses artistas, deixou de comprá-las.

Todos pareciam aguardar.

Nesta atmosfera de miséria geral, os escritores e os artistas permaneceram recolhidos.

Conta-se que muitos artistas se alistaram, mesmo os estrangeiros.

Blaise Cendrais perdeu um braço na fazenda de Navarin durante um combate. E, em Montparnasse, muitos foram recusados pelo conselho de revisão em função do mau estado físico em que se encontravam. Diego Rivera em razão de suas varizes, Modigliani pela miséria física. Picasso foi um dos raros estrangeiros a não se engajar. Ele não fez a guerra como os outros.

No verão de 14, alguns artistas recusados pelo exército se camuflaram nos ateliers de l’Opéra, e outros foram trabalhar na fábrica de velas de automóvel.

Alguns operários, em número de trezentos, viviam da fabricação de aparelhos elétricos, de instrumentos de balística e de telescópios de submarinos.

Essa era a vida, mínima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário