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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Biblioteca da Cité Universitaire e os livros grátis.


Descobri de repente! Aliás, foi José quem descobriu. Hoje, em um dia do mês de junho, a biblioteca da Cité Universitaire abre as suas portas aos estudantes de todos os paises, que queiram pegar livros gratuitamente. Não é brincadeira não... os livros estavam lá para serem alcançados. Assim, alguns de meus livros têm o selo: Le Bouquin volant. Ou seja, o Livro móvel, ou algo próximo disso.
São livros destinados aos alunos estrangeiros e que não podem ser vendidos. Adquiri livros de poetas e de artistas, inclusive esse que agora me ajuda a construir parte da história de Montparnasse;
La vie quotidienne a Montparnasse de Jean-Paul Crespelle, editado em 1976 pela Libraire Hachette.



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A literatura sai de nós pela nossa boca, ou seria melhor dizer pela nossa voz. E ela entra em nós por nossos olhos e ouvidos. A questão é complexa e envolve uma abertura do olhar ao mundo exterior. Mas não apenas.

Ponge se indaga: “o que fala quando eu falo?”
E afirma que a “afasia” fundou a sua obra.
No entanto, o que o obrigou a escrever foi o mutismo das coisas.
(Ponge considera que trabalhou fazendo violência à língua desde o interior). Movendo a língua, ele fez falar o que antes parecia morto. Assim, escreveu o que o rodeava e também as pinturas e esculturas que precisavam falar.
Deu voz às coisas do mundo e me deixou diante de um mundo vivo e saboroso.

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