fotos de arquivo

domingo, 13 de junho de 2010

O idioma pedra de João Cabral

O poeta João Cabral de Melo Neto construiu, ao longo de sua obra, uma poética mineral. São versos, metrificados ou não, que contam muito da vida do Nordeste com seu povo e seus hábitos. A sua linguagem – aqui nomeada “idioma pedra”, alimentada na memória de uma infância vivida em meio às canas e às usinas de açúcar, em Recife, com a seca e a fome dando direção à mão que escreve – traduz um Brasil singular. Alguns de seus poemas como “Morte e Vida Severina”, considerado um Auto de Natal pernambucano, e “O Cão Sem Plumas” ou “O Rio”, empreendem uma viagem na escrita que nos levam a querer ler poesia brasileira, pois o aprendizado se dá com as narrativas de costumes e de geografias várias. Tal empreitada avança com as palavras de pedra, caroço, osso, faca, deserto, entre outras, para identificar na língua um “escrever em nordestino”. O poeta...(leia mais na página da editora Perspectiva)

Nenhum comentário:

Postar um comentário