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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Inédito

A Gradiva de Jensen, retomada por Freud, seduzirá também André Breton, Salvador Dali, Roland Barthes e outros.



Ela caminha pelas areias, entre as pedras da cidade.


Parece estar distante, mas os olhar fixa um jovem homem do outro lado da calçada. Os corpos se aproximam sem pressa. Não há ninguém por perto, apenas um cachorro dorme encostado na pedra logo na saída do grande teatro do outro lado da rua.

Se pudéssemos descrever alguma coisa mais, seria o barulho da água que corre mas que não está visível.

Os corpos agora se tocam rapidamente.


Freud e Rodin colecionaram fragmentos da antiguidade persa, egípcia e grega com grande paixão. Freud em Viena e Rodin em Paris. Todos dois começaram suas coleções em 1890.
O fragmento da antiguidade nos fala uma língua a ser decodificada. Ele traz o arcaico em traços, sinais, impressões. Rodin parece preferir as formas da natureza. E Freud observa os fragmentos, como o de Gradiva, que carregam na imagem algo do arcaico da humanidade

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