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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Texto inédito.

2.


A personagem pode ser uma jovem mulher que caminha seu passo, qual a Gradiva, fantaisie pompeïenne de Wilhelm Jensen, a jovem que caminhava em Pompéia em 79 d.C.

Não havia tempo de pensar no corpo. Havia o corpo. Havia tempo.

Meus pés, agora um pouco distanciados do chão, procuram outro ângulo.

Deslizo na cadeira com as mãos, já mais cansadas dessas teclas, que pedem tempo.



Os pés de Gradiva não se cansam.


Ela desliza suas vestes pelas ruas de Pompéia. Está descalça. Os dedos da mão esquerda são visíveis de unhas cortadas. A perna esquerda dá o tamanho do passo, um pouco apressado, no movimento que mostra um corpo de mulher.



A moda da época diz algo do comportamento das mulheres. Os cabelos também estão cobertos no algodão grosso que percorre o corpo todo.

O corpo, um corpo leve que avança antes da erupção do vulcão.

Um comentário:

  1. OLÁ SOLANGE.

    Não conhecia o seu blog.

    Resultado: Não saio mais daqui.

    Que texto!!!

    Aproveito a oportunidade para convidar você a conhecer meu blog de humor: HUMOR EM TEXTO.

    A crônica da semana é: "DOUTOR, FUI ESTUPRADO".

    Aqui vai um pequeno trecho e se gostar, ficarei honrado com sua prsença, pois somos uma imensa família com mais de 1200 seguidores.

    Confira:

    "No melhor estilo de Nelson Rodrigues, um dos maiores dos nossos dramaturgos , um rapaz de 22 anos entra na delegacia do Leblon e queixa-se para o delegado:

    -Doutor fui estuprado.

    O delegado olha bem aquele rosto e com uma indisfarçável inveja reconhece lesões arroxeadas no pescoço, e marcas de dentes no rosto da vitima e pergunta:
    -O corpo todo está assim?
    - Está doutor..."

    Estou lhe esperado.

    Combinado?

    UM ABRAÇÃO CARIOCA!

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