Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

terça-feira, 15 de março de 2011

Homenagens a Augusto de Campos (Transcrevo do Portal Literal. Matéria de 8.3.2011)

No site PORTAL LITERAL: http://portalliteral.terra.com.br/blogs/augusto-de-campos-80-3
augusto de campos - 80! (3)



A influência de Augusto de Campos atravessa o tempo. A pedido do Portal, escritores de diferentes gerações fizeram uma pequena homenagem ao poeta, que completa 80 anos.



VICTOR HERINGER (autor de Cidade impossível):



"Gastei uns bons meses desengastando Augusto de Haroldo, de Campos e vice-versa, na época em que os conheci. Sobraram-me, enfim, dois campos vastos irmãos campos, por virtude de plural e outras coisas. E meu primeiro fascínio foi mesmo o plural, um pouco desacreditado entre [nós,] os imberbes. Uma confraria de pênsero-artesãos, -ismo no nome que me contaram e tudo... Que falta faz um -ismo, e que maravilha é não tê-lo – isso Augusto me ensinou (e outras coisas[1]). O segundo fascínio: aglutinante aéreo, locução que pesquisei nos anais da construção civil e quer dizer “ligante para unir concreto, pedra, cravejamento, em contato com”. O resto em Augusto.



[!] Outras coisas: que negar, renegar, antirenegar é ofício do poeta, de novo; que no início é mesmo o verbo, de novo; que no pós-tudo dá pé, mas a água bate na altura do queixo – e continua a subir (in technicolor) – ainda bem".


RAMON MELLO (autor de Vinis mofados):

“A obra de Augusto de Campos chegou a minha vida através do ensino fundamental, quando eu estudava no Colégio Araruama, no interior do Rio de Janeiro. Fiquei muito impressionado com os poemas concretos. Ao entrar em contato com VIVA VAIA, poema em homenagem a Caetano Veloso, por exemplo, passei a entender o poema como um objeto plástico de domínio estético. A obra de Augusto de Campos, poemas e teorias, me trazem profunda reflexão sobre o fazer literário. No entanto, não o considero uma influência direta em minha produção poética”.


AUGUSTO DE GUIMARAENS CAVALCANTI (autor de Os tigres cravaram as garras no horizonte):

"Augusto sobrenada como fazem os novos satélites flutuando nos jovens oceanos sem bordas. Com seus 80 anos verbicovisuais, no extremo lógico em contraste com o vazio do céu. Verbicovisuais seríamos todos nas bordas dos tempos, orvalhados nos sempre rejuvenescidos olhos daquelas concreções em nossas abstrações, das retas sem beiras, de salas sem chuvas, dos ângulos sem precipícios, dos rios sem margens."


SOLANGE REBUZZI (autora de Leblon, voz e chão)

"AUGUSTO DE CAMPOS,
Poeta que inventa em dobras onde a voz se perdeu “ao som de areia”.
Parabéns pra você !
Agradeço a generosidade de suas inúmeras traduções, que é o lugar onde
mais me encontro em seu trabalho, especialmente em Óssip Mandelstam,
Gertrude Stein, Marina Tzvietáieva e Anna Akhmátova !

Sol e Sono

A asa em renda
voa ao redor do Sol:
palavras
...................

O poeta passa
Alimenta o mundo

no seio de sua r e s p i r a ç ã o


Com afeto,
Solange Rebuzzi

Rio de Janeiro. Verão de 2011".

Nenhum comentário:

Postar um comentário