quinta-feira, 21 de julho de 2011

Em dois tempos:

Paris, le 19 juillet 2011.

1.
Do lado de fora, chuva fina e vento.
Verão em Paris (16 graus)!
Na Torre número 1 da B.N.F (Biblioteca Nacional da França) entreguei um exemplar de meu livro Estrangeira. Foi carimbado pela senhora responsável do setor do “Dépôt légal” que me disse: “ele agora nos pertence”.

2.
No cinema MK2 Bibliothèque, neste mesmo final de tarde, assisti ao filme iraniano mais comentado do verão: “ Une séparation”.
A salle 6 estava quase vazia.
Poltronas de veludo vermelhas.

Separar-se de quê?
A narrativa corre densa e flutua entre equívocos. Os mesmos que habitam a vida dos homens de qualquer nacionalidade. 
Aqui ou lá, em qualquer momento ao longo da vida há o tempo das separações e há as situações de equívocos.
A rapidez extraordinária dos personagens, no cenário do cotidiano iraniano, reproduz o tempo de nossos dias. O luto existente no rosto de cada um e presente em quase todas as circunstâncias parece dizer, também, da vida intermitente que vivemos, na qual a cultura se mostra em permanente “estado de separação”.
(Reflexões a partir da leitura do livro Superstitions de Francesco Masci. Éditions Allia. Paris, 2005).

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