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terça-feira, 26 de julho de 2011

Escrevo em 26 de julho de 2011

Em viagem,
no verão de 2011, conheci um novo gosto. Nada doce.
Mirei a Europa de forma diferente.
Havia estrangeiros por toda parte: nos museus de Berlim, nas pontes sobre o Sena, nas ruas, nos ônibus, nos bistrôs, nos cinemas, nos jardins, nas farmácias, nas boulangeries, au Bon marché, etc...
Em toda parte encontrei estrangeiros. O gosto nada doce, no entanto, está guardado no olhar de alguns, ou seja, no olhar mais radical e incômodo que alguns homens lançam a outros diante da diferença.
Fomos confundidos com os americanos e, na confusão, eu me senti quase agredida. Mas, percebi em tempo que ao falar a língua portuguesa do Brasil alguns olhares surpresos surgiam. Alguns olhares... e sorrisos também.
Vaguei na diferença de minha língua mãe de forma bem confortável.  Enfrentei olhares críticos com a língua doce e embalada por canções africanas.  No Marché de Vanves fui beijada por Collete, uma descendente de africanos, que me contou ter ouvido as correntes/” les chaînes” de gerações anteriores à sua, durante quase trinta anos.
Sem mistério algum, uma professora da Sorbonne me afirmou que de uma maneira geral ninguém quer mais estudar inglês. A antipatia com o povo e a política de dominação americana no mundo chegou a um limite insuportável.
Também ouvi, em conversa com amigos franceses, que a extrema direita produz e reproduz a sua radicalidade de maneira inesperada. O fruto deste movimento político se alastra em silêncio em vários países europeus. A confusão com a dita pureza deste pensamento equivocado está presente em atos bárbaros, como o da recém-matança de Oslo, na Noruega.
Nada doce este momento de mundo!

Embalada na língua de nossos ancestrais pergunto:
O que fazer para diluir o império do medo que se mistura com a posição dada ao “dinheiro” enquanto lugar de poder e autoritarismo?
Na Somália morrem de fome milhares de crianças!
Há desempregos por toda parte no mundo europeu!


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