fotos de arquivo

sábado, 27 de agosto de 2011

A livraria alemã do bairro de Charlottenburg



Dentro de um jardim de rara beleza encontra-se a livraria alemã onde comprei o livro-caderno Thomas Mann in Nidden. De capa marrrom, pleno de fotografias de Angelika Fischer, o texto de Bernd Erhard Fischer conta a vida e as paisagens vividas por Mann.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Coin de table / By the table / Französische dichter an einem Tisch (1872)


Le tableau représente un groupe de poètes, à la fin d'un repas autour d'une table :
Na exposição "Paris au temps des impressionnistes" no Hôtel de Ville (de 12 de abril a 30 de julho de 2011), logo no canto à esquerda no primeiro andar estava a pintura de Henri Fantin-Latour "Coin de table". O olhar que encontrei nos rostos daqueles homens sérios, também descobri no jovem Rimbaud.
Depois, vim a saber que a tela fora pintada a pedido do poeta Émile Blémont (presente no centro do quadro) que reunia em sua casa alguns escritores. Hoje o espaço de sua antiga residência, nomeado Hôtel Blémont, é um local de encontro em Paris para escritores e artistas.
Recolhi no site do Museu d'Orsay:
http://www.musee-orsay.fr/fr/evenements/expositions/au-musee-dorsay/presentation-generale/article/fantin-latour-span-classitaliquenoir-coin-de-tablespan-verlaine-rimbaud-et-les-vilains-bon.html?cHash=53e4281eee
La question dès lors se déplace : pourquoi Verlaine, pourquoi Rimbaud ?
Le tableau, si serein en apparence, se révèle être en fait le lieu d'affrontements poétiques qui dégénèrent parfois en rixes. Hommage discret à une revue nouvellement fondée, Coin de table met aussi en lumière un moment de l'histoire littéraire, cet entre-deux vacillant où le mouvement parnassien s'essouffle, où certains cherchent des formules neuves : la présence de Verlaine et de Rimbaud dans un tableau dédié à des poètes parnassiens mineurs est là pour l'attester.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Livro das Areias (inédito)

2.
De muito longe escuto, nas leituras que desvendo, que o sopro da aridez do estrangeiro não pode ser ignorado. Mas, o que é o estrangeiro? Alguém ou algum lugar ?
(... e nos coloca diante da língua materna de forma mais habitável ?)


Mal posso crer que as exigências do passado continuem me impulsionando em direção ao novo. Quero responder algumas de minhas questões com um olhar e uma voz que deslizem rumo ao sul de meu território mais longínquo. Ainda que, na sala de jantar de minha casa, eu possa escutar alguns ruídos do passado, meus pais, que não estão mais na cena há tempos, permanecem comigo com as palavras que eu menos escutava.


 3.
Ao redor das coisas – pequeninas coisas – há um hálito que raramente nos detemos em perceber. Não está colocado apenas na poeira que a vida cumpre em instalar nos objetos, em geral, e que a luz não consegue filtrar na manhã-madrugada dos dias de maio e junho, por exemplo. Consigo dizer de umlugar”, no qual raras vezes me detive e, aonde, sem fazer alarde consegui ver um brilho meio dourado e meio azul; purpurina das manhãs nas areias do Espírito Santo.

Vagar nas areias, quando o sol ainda não deixou a luz firmar-se, pode ser uma experiência poética que não garante Nada. Um lugar que avança com o ritmo que procura deter o tempo? Um passo e outro.


Mas caminhar em direção a quê?



domingo, 14 de agosto de 2011

Biblioteca Sainte-Geneviève (a escada em detalhe)


Sainte-Geneviève

À esquerda da biblioteca Sainte-Geneviève e à direita do 
Panthéon,
a igreja St. Etienne-du-Mont não guarda mais os restos do corpo santo de Genovefa
(que foram queimados).


Não há como vê-la; nem um pedaço de tecido, nem as mãos.
No entanto, o sarcófago dourado permanece lá e é velado separado da nave principal. Alguns fiés procuram tocá-lo.

Em meio a sombras, um branco brilho se estende.
Na obscuridade daquela tarde havia um som distante. 

Um brilho-escuro
no escuro dos olhos
acomodou os sentidos!

Do lado de fora, os carros, as vozes das pessoas e as imagens do mundo
passam...
(nenhuma fotografia consegue registrar).


sábado, 13 de agosto de 2011

Berlim 2011: arquitetura e detalhes









Estas fotos foram feitas nos bairros de Charlottenburg e Kreuzberg, dentro e fora de museus (Jüdischen Museum e Museum Berggruen) e na grande avenida da cidade em Charlottenburg, próximo ao Hotel Concorde e ao Hotel Augusta.  Ouvi de um motorista de taxi que a cidade possui mais de 150 museus.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Revista MOUVEMENT . La revue indisciplinée


A belíssima revista que adquiri no Palais de Tokyo torna-se também imprescindível neste exemplar de juillet-sept. 2011. Em meio a textos poéticos e fotos impressionantes, encontramos depoimentos e artigos de/sobre o poeta Bernard Noël, o poeta e tradutor da Bíblia Henri Meschonnic, o filósofo italiano Francesco Masci e alguns outros artistas e músicos de nosso tempo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Poema inédito

Roma em cena

Trastevere nasce 
na manhã
respingada de orvalho.
Assombrada escuto
a cena matutina.

Pedras negras e roliças
não acomodam os pés. 
Escorregam.
Há os espaços largos
e os famintos que pedem.

No centro do antigo 
bairro romano
a igreja de Santa Maria
guarda do olhar o pó
no brilho dos antigos.

Trastevere atravessa.
Do outro lado do 
rio Tibre
noites de verão
suportam excessos.

Estreitas ruas, pequeninas janelas
paredes e casas medievais 
de quentes cores 
levam ao vento
cenas de Fellini.

Na fonte, três mendigos
lavam o algodão.
Gesticulam.
Due donne 
falam. Tu pensas?

Caminhonetes entregam mercadorias.
Os cafés abrem...
Trastevere acorda lento.
Trastevere: uma manhã respingada.
Assombrada.



domingo, 7 de agosto de 2011

Piazza di Spagna




La place d'Espagne (Piazza di Spagna) doit son nom à la présence de l'ambassade d'Espagne qui s'établit sur la place au XVIIème siècle. La place est bordée de beaux immeubles aux couleurs chaudes. Mais ce qui fait la réputation de la place d'Espagne, est la perspective de la fontaine de la Barcaccia à l'église de la Trinité des Monts, reliée par un très bel escalier construit au XVIIIème siècle.
La fontaine de la barcaccia, a été commandée par le pape Urbain VIII à Bernini (père du Bernin). Cette fontaine, originale, représente une barque prenant l'eau. Elle a été placée dans une fosse pour palier au problème de pression d'eau alimentant la fontaine. La fontaine porte les armes de la famille du pape, les Barberini, symbolisées par des abeilles.
La place d'Espagne
Nota: as 3 primeiras fotos são de José Eduardo Barros. A da fonte acima foi recolhida da internet assim com as explicações em francês.

Piazza Navona





Praça Navona (em italianoPiazza Navona) é uma das mais célebres praças de Roma. A sua forma assemelha-se à dos antigos estádios da Roma Antiga, seguindo a planificação do Estádio de Domiciano (também denominado entre os italianos de Campomarzio, em virtude da natureza rude e esforçada dos exercícios - manejo de armas - e desportos atléticos que aí se realizavam). Nota recolhida do Wikipédia.
Atenção à bandeira do Brasil diante da Embaixada do Brasil em Roma.

sábado, 6 de agosto de 2011

Pequena nota sobre o livro "Rome, la ville sans origine" de Florence Dupont

A orelha do livro destaca que a leitura é um convite a desconstruir a noção de "identidade nacional", e a análise filosófica e histórica de Dupont vai se voltar em direção a Antiguidade romana.
Em nossos dias, surge a urgência em rever alguns conceitos que andam em vigor buscando fincar idéias que podem ser ou vir a ser preconceituosas e errôneas sobre a natureza dos homens.
Roma que sempre foi uma cidade aberta e inacabada, ainda hoje guarda algo deste início.

Os nomes próprios gregos definem lugares de origem que parecem seguir um caminho traçado desde Virgílio, e que podem ser revisitados e interrogados.
No vai e vem das migrações míticas, a autora vai questionar a origem. A origem deste tempo da humanidade; o tempo dito romano.  



Praça do Pantheon em Roma: uma mistura de línguas

video

segunda-feira, 1 de agosto de 2011