terça-feira, 15 de novembro de 2011

Paulo Leminski será homenageado na Primavera dos livros de 2011


Na Primavera dos livros deste ano haverá uma mesa em homenagem ao poeta Paulo Leminski

Data: 27 de Novembro

Título da Mesa: Seção Homenagens – Paulo Leminski: um marginal de carteirinha

Componentes da Mesa: Toninho Vaz, Álvaro Marins, Solange Rebuzzi e Estrela Leminski
Mediação da Mesa: Celina Portocarrero

Horário: 17h

Local: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Catete - Rio de Janeiro

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lançamento da Revista Polichinello

EVISTA POLICHINELLO
Lançamento
experiência-limite: 
l i t e r a t u r a - a r t e - f i l o s o f i a
Programação:
EXPOSIÇÃO:
O rizo(ma) Polichinello
PALESTRA
Filosofia /Literatura ou Estética do Acontecimento...
Com o Filosofo Daniel Lins
SARAU
Com os poetas
Antônio Moura ׀ Izabela Leal
Marcilio Monteiro ׀
 André de Aquino
SHOW
Com Renato Torres
 POLICHINELLO 13 NESTA EDIÇAO:
Experiência limite - Nilson Oliveira • O impensável pensamento do desastre? Amanda Mendes Casal & Eclair Antonio Almeida Filho • O desabamento | Um contracanto não se improvisa - | Um ato preparatório - Jean-Marie Gleize | Tradução: Marcelo Jacques de Moraes • Contaminações - Marcio-André • The End - Lígia Dabul Seleção de poemas - Roberto Corrêa dos Santos • fragmentos do carnet posthume - Roger Laporte | Tradução: Sônia Fernandes • Into the Waveland | Tow In - Alberto Pucheu • Actividad del Azogue - José Kozer | Tradução: Luiz Roberto Guedes • Poéticas à beira de sobre e com a escrita tênue de L’arrêt de mort - Sheyla Smanioto Macedo • Fante e Nós - Cristiano Bedin da Costa • poema limite - Beatriz Bajo • O Limite Calculado | O Limite - Ademir Demarchi • Antimonumentos: a memória possível após as catástrofes - Márcio Seligmann-Silva • o monstro que fere o espaço mora no ventre do tempo - Edilson Pantoja • A Experiência Limite ou sobre escrever e traduzir poesia - Solange Rebuzzi • Cesárea | o limite - Andréa Catropa • Rassuras  Max Martins • Escrever de Pé - Michel Tournier | Tradução: Marcelo Diniz  • Jack Kerouac: Tempo - Memória e Mística da Marginalidade - Claudio Willer • Entrevista com Silvina Rodrigues Lopes | por Sabrina Sedlmayer • Ponte do Galo: a cidade como labirinto do desejo - Ernani Chaves  • Botões Noturnos - Louis Couperus | Tradução: Jan Oldenburg • A Invenção do Pai - Gisela Leirner • Joyce Mansour | Tradução: Éclair Antonio Almeida Filho • a imagem recorrente - Francisco dos Santos • A espera | Emily Dickinson | O. Mandelstan - Guy Goffette | Tradução: Antonio Moura • Flor Occipital - Cláudio Daniel • O Astrônomo - Nonato Cardoso • Ontem durante a vida de Paulo Simão - Leonardo Gandolfi • Fiquei doente e duas pessoas ligaram para mim - Vanessa Massoni da Rocha • formação (psicodrama I) | equivalências (psicodrama II) | atadura (psicodrama III) - João Camillo Penna • a arte cavalheiresca do arqueiro zen | cha no yú | para ser inscrito no mausoléu da princesa shai - Fernando José Karl • Repicam os sinos enferrujados - Márcia Barbieri  • samba para Ela, Edson Cruz • A Mata Cercada - Evandro Nascimento • A Cortesã do Infinito Transparente - Andréia Carvalho • Pianista Boxeador - Daniel Lopes • Improviso no olhar do tempo - Milton Meira  • “Ele Assunta a Formação de Mitos” - Ismar Tirelli Neto 103 • Passeio com o Vento - Roseana Nogueira - 104 • A rosa de Virgílio | Fronteiras - José Inácio Vieira de Melo - 106 • O Poeta e a Astróloga em Nova Iorque - Haroldo Maranhão • iocanaam - Reinaldo “guaxe” Santana • Pequenos ensaios - Eliana Pougy • Andreev Veiga •
-:- -:- -:-

Poema novo

Acaso
do outro lado desta porta
                                      ou ao atravessar o portal
encontramos sob os galhos       das árvores
ruídos de grilos e o balbucio de alguns                 jovens pássaros?


Brilhante com um sorriso          de criança
a fotografia em              p/b
registrou algo mais:

um gesto cuidado
e de fadiga.


À noite um sonho:
o corte no equilíbrio e
uma voz no espaço branco.


Azul
o tom da     manhã
trouxe o dia            e chegou         perto do rio
águas turvas
- não as que desaguam                 no mar
mas as que correm                           nas veias ocultas
e alimentam           o nosso corpo -

acordou sem alarde
(entre as linhas destes versos)
o olhar              de um leitor.



Rio, 3 de novembro de 2011.