sábado, 31 de dezembro de 2011

Poema de Ano Novo

A mãe caminha com os filhos.
Anda apressada.
Conversa com o primogênito (cinco anos?)
- À meia noite você deve dar um pulo.
  Nessa hora o ano começa.

- Por isso é um ano novo?
  Por que ele vai chegar?

No carrinho de bebê
há outro filho na cena.
Pisca.

Ano novo: igual e diferente.
Quando ele chegar - novinho -
no dia seguinte será outro.
Ao longo dos dias corremos:
um banho rápido
um cochilo.
O almoço com um amigo e,
depois, vez por outra,
um pulinho no supermercado ou no banco.
O mergulho na imensidão
ou, até mesmo uma caminhada
antes do dia desaparecer.
O descanso, fluxos
às vezes nada suaves.


Escrevo :
uma onda - outra -
e um resto branco na areia.

(E somos 7 bilhões de pessoas no mundo).

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