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sábado, 28 de janeiro de 2012

Poema da praia

Da praia em ângulos
nada retos
passa-se a Freud
e seu divã
O intervalo
                   não é dito
nem os dias contados nos dedos
No horizonte  ____________  o sujeito
                   as ondas planas e perdidas
nossos pés em movimento...
a língua
                o corpo
                a letra


A praia em ângulos
tudo vê
                pouco sussura
nada diz
(do verbo dizer:
                            eu digo
                            tu dizes   
                            ele/ela diz)


Ao longe no vento
nuvens   nuvens   fumaça
o azul e o cinza
tristezas embaçadas
No quadro do verso
- fora da linha –
espaço e tempo:
                             r e s p i r o
a visão do azul
em pedaços

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