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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Poema "Cavalos" (variações)

Cavalgam a terra
de pedra e cascalho
os habitantes do Castelo
de outrora
Grandes e diferentes
apenas no nome
os cavalos do senhor K
não não são estranhos
Do lado de fora do quarto
estava frio
A neve na janela
perambulava
Qualquer pincenê
podia tapar-lhe os olhos
as narinas respiravam
com dificuldade
Olga um pouco de lado
lembrava uma pintura
renascentista
mas aquela mulher podia ser outra qualquer
Aliás agora qualquer riso
é supérfluo
Ruídos de sono acordam a memória
Pela fresta
procuro respirar o século que passa
(eles não mais trotam!)


Do livro Leblon, voz e chão  (2004)

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