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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Release: Livro das areias


Livro das areias, de Solange Rebuzzi                                              
128 páginas, Lumme Editor, 2012.                                      
                                                                   

A narrativa de Rebuzzi aparece para os leitores de poesia e prosa no intervalo das
escritas pessoais. Não é um livro autobiográfico clássico nem uma escrita íntima,
pois narra de forma ficcional histórias experimentadas entre rios e mares.
O livro acomoda “a língua que não é só a de um romance” em nuances de leituras
várias e instantes da vida adulta tanto quanto da infância vivida em Manaus-AM.
Nos inúmeros relatos alguns escritores podem vir a ser personagens do texto,
assim como os companheiros e amigos apresentados ao longo do caminho:
“Em um mínimo pedaço de papel rabisquei em letras
pequenininhas:
(o ritmo do velho atravessa o cheiro da casa de minha avó e se mistura
com o tempo da infância em Manaus).
............................
Não há qualquer sinal de bonde nas ruas do Rio. Mas, havia um som nos
trilhos que ainda pode retornar aos meus ouvidos!
............................
Acordou de madrugada e arregalou os olhos no teto do quarto. Um
homem de negro olhava seu sono. Seria uma longa noite. As pernas
ardiam cansaço.
Os pesadelos começaram no ano passado. Primeiro foram os sonhos com
um animal estranho. Ela se lembra de que, ao acordar, sentia câimbras nas
pernas. Sentia falta dos pés dele?”
Quatro partes compõem o livro: “os ruídos”, “o gosto”, “a utopia”, “os corpos” e
sustentam as conversas com o leitor. São formas muito diversas as que a escrita
encontra para falar fora da cronologia habitual e nas brechas da memória de
leituras – também atravessadas pela ficção.
“Escrever uma chama negra. Pequena. Deixá-la
descansar.
Mas, o que é essa distância entre um começo e
seu fim?
(o texto me pergunta)
– Uma situação dolorosa que não conseguimos
prever. Procuro responder.
De início, é do objeto perdido que estamos falando
também.”

O projeto dessa publicação da Lumme acompanha o livro de Francis Ponge
Nioque antes da primavera com tradução e posfácio de Solange Rebuzzi.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Emmanuelle Pireyre editada por Laure Limongi na Léo Scheer (Écrivains en séries Saison.2)








Féerie Générale (Éditions de l´Olivier), quarto livro da romancista e poetisa Emmanuelle Pireyre, recebeu o Prix Médicis du Roman Français deste ano. Nascida em 1969, Pireyre teve seus primeiros textos publicados em revistas literárias francófonas na segunda metade dos anos 1990. Desde então, tem chamado a atenção da crítica por sua inventiva mescla de estilos e por sua provocadora reflexão sobre a vida contemporânea.  

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As mulheres que receberam prêmios literários em 2012

Emmanuelle Pireyre

C’est une Lyonnaise de 43 ans, originaire de Clermont-Ferrand, qui rêve de transformer « la foire internationale » qu’est le monde « en féérie », qui a reçu le prestigieux prix Médicis. Féérie générale est le quatrième roman d’Emmanuelle Pireyre. Poète, elle est aussi à l’origine de fictions radiophoniques, diffusées notamment sur France Culture.

Née en 1956 au Rwanda, Scholastique Mukasonga porte en elle le drame rwandais : issue d’une famille tutsie, elle a subi l’humiliation, l’exode, avant de perdre vingt-sept personnes de sa famille, dont sa mère, massacrées par les Hutus en 1994. Elle est l’une des seules de sa famille à avoir fait des études. Notre-Dame du Nil est son quatrième ouvrage, et comme les trois premiers, il revient sur ce génocide. Le décor est planté dans un lycée de jeunes filles, semblable à celui que la romancière a elle-même fréquenté, dans lequel le lecteur observe progressivement les ravages de la propagande, qui mènera aux persécutions et aux meurtres raciaux.


Julie Otsuka
« La deuxième guerre était un sujet qu’on n’abordait pas », expliquait récemment Julie Otsuka sur France Inter. « Le silence est typique dans ces familles américaines d’origine japonaise. D’ailleurs, c’est typiquement japonais de ne pas parler de la souffrance qu’on ressent. » 
Américaine d’origine japonaise, la romancière est née en Californie, il y a cinquante ans.

http://madame.lefigaro.fr/art-de-vivre/prix-litteraires-femmes-triomphent-091112-304738
Les lauréates des prix Renaudot, Médicis et Femina étranger

Portraits des lauréates des prix Renaudot, Médicis et Femina étranger

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Parabéns a Jérôme Ferrari

O escritor Jérôme Ferrari foi distinguido com o prémio Goncourt, o mais prestigioso galardão literário francês, pelo romance “O sermão sobre a Queda de Roma”. O professor de filosofia e conselheiro pedagógico do Liceu Francês de Abu Dhabi diz que sentiu “uma quebra de tensão que pode ser considerada como a definição correta da alegria”.



O laureado Jérôme Ferrari explica a estrutura do seu romance: "Há vários fios narrativos reunidos por sua proximidade temática. O primeiro fio parte de 1918 até o começo do ano 2000 e é centrado numa personagem que atravessa o século 20; o segundo se passa num vilarejo da Córsega, onde dois jovens locais retomam a direção de um bar depois de vários fracassos dos seus antecessores; e o terceiro elemento, que dá título ao romance, é o sermão pronunciado por Santo Agostinho em 410 depois da invasão de Roma pelos vândalos visigodos, vivida como uma espécie de fim de um mundo considerado indestrutível. Este é o tema do livro: como o mundo nasce, cresce e morre" ...

(material recolhido na web)

O café que não tomei com Jérôme Ferrari

O elevador quebrou. Estávamos morando no nono andar.
Meus joelhos gastos e um frio de 5 graus me impediram de comparecer.
José E. e Laure ouviram Jérôme brincar com a língua corsa*.
A leitura que veio depois se estendeu pela noite.
Havia fumaça de cigarro. E... silêncio.
No pequeno studio, permaneci arrepiada diante das páginas 
do livro editado em Arles: Où j'ai laissé mon âme 
(Actes Sud, 2010)

"La perfection des gestes et une insulte intolérable.
Le pied gauche positionné en arrière, en appui sur 
le talon, permet au corps de pivoter gracieusement
dans un seul mouvement fluide. Le dos est impec-
cablement droit, les omoplates saillantes comme
des lames, la nuque rasée sous la ligne du béret
rouge, et le capitaine Degorce voudrait vider le
chargeur de son pistolet automatique dans cette
nuque détestée."
(p.131)

Paris, outono de 2010.

*
lingua corsa hè una lingua parlata in Corsica. Cum'è una lingua rumanica hè dirivata da u latinu. Appartene à u gruppuitalorumanicu è à u sottugruppu tuscanu, per quessa pudemu dì chì ci hè una grande sumiglianza cù u talianu (tuscanu litterariu), sopratuttu per e varietà cismuntiche. E varietà pumuntiche (taravese è sartinese) ani più in cumunu cù a lingua siciliana ogalluresa. A lingua corsa ùn hè micca a lingua ufficiale di Corsica – quella hè u francese – ma hè ricunnisciuta cum'è lingua rigiunale è pò esse usata à scola, à l'università è in l'amministrazione.
Traduzo livremente: A língua corsa é uma língua falada na Córsega. Como é uma língua românica é derivada do latim. Pertence ao grupo ítaloromânico e ao subgrupo toscano, por isso podemos dizer que há uma grande semelhança com o italiano (tuscanu litterariu), sobretudo pela variedade cismuntiche.

O autor publicou na editora Actes Sud os seguintes romances: Dans le secret (2007), Balco Atlantico (2008), Un dieu un animal  (2009) e Où j'ai laissé mon âme (2010).

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Guarapari - Esp. Santo (novembro de 2012)



                                                      Praia das castanheiras
                                                      Praia dos namorados