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sábado, 9 de março de 2013

Mulheres

Aquela mulher de rosa
brinca de boneca
e faz de conta que é mulher.

A mulher de verde
- os olhos míopes-
da janela deixa escapar os sonhos.

Aquela mulher de vermelho
salto alto
um vaga-lume
pisca.

A mulher de cinza
olhos pretos
desistiu.

Outras tantas
douradas ou brancas
negras, azuis, adoradas
venenosas
e amarelas,

De seda ou bordada
mulher rasgada.
Mulher,
infinitas.



Publicado na Antologia Poesia Viva em 1995. 

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