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domingo, 21 de abril de 2013

Pequeno trecho de "Connaissance de l'Est" de Paul Claudel - Tradução


 (Extrato): O Arroz

 “É o dente que colocamos na terra mesmo com a pá que nela plantamos, e já nosso pão come aí da maneira que vamos comê-lo. O sol em nossa casa no frio Norte coloca a mão na massa; é ele que nutre nosso campo, como é o fogo nu que cozinha nosso bolo e que assa nossa carne. Abrimos com um soco forte na terra sólida a raia onde nasce a comida que cortamos com nossa faca e que trituramos entre nossas mandíbulas.”
Connaissance de l’Est. Obra Poética. Gallimard, Pléiade, p.115.  
   
Traduzo livremente do livro de Paul Claudel Connaissance de l’Est, poemas em prosa publicados em 1900, e escritos entre julho de 1895 e outubro de 1899, na época em que ele vivia na China e morava em Xangai como cônsul suplente.
Comento ainda que esse livro de Claudel está citado por Francis Ponge na abertura de Nioque antes da primavera, que traduzi recentemente.



Paul Louis Charles Claudel (6 de agosto de 1868, em Villeneuve-sur-Fère, França - 23 de fevereiro de 1955, em ParisFrança) foi um diplomata e poeta francês.

  • "A felicidade não é um luxo: está em nós como nós próprios".
Le bonheur n'est pas un luxe ; il est en nous comme nous-mêmes
Théâtre, Volume 1, Volumes 72-73 of Bibliothèque de la Pléiade, Théâtre, Jacques Madaule‎ - Página 483, de Paul Claudel - Gallimard, 1956 - 1388 páginas
  • "O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel".
Le poème n'est point fait de ces lettres que je plante comme des clous, mais du blanc qui reste sur le papier.
Cinq grandes odes: suivies d'un processional pour saluer le siècle nouveau - página 17, de Paul Claudel, 3. ed., publicado por Éditions de la Nouvelle revue française, 1913, 204 páginas

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