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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crônica da cidade


Alto Leblon... à luz de velas

Rio, 6 de maio de 2013

Ainda que a vida se apresente em nuances, quero crer que este dia singular se descortinou a partir da tempestade de um outono e seguiu à luz de velas como se fosse um tempo carregado de intervalos lentos em claro-escuro.
Ontem, na infância em Manaus, meu pai ligava o motor a óleo diesel e a luz surgia rápido naquelas noites quentes. Mas, hoje, sem a presença que garanta a luz, sinto-me entregue à obra do metro e ao governo que pensa estar abrindo a cidade a novos rumos e, em movimento oposto, nos coloca diante de buracos e obstáculos impensados para uma cidade grande já tão cheia de questões.
Mas, a razão desta crônica, pouco iluminada, é denunciar a ganância de nosso governo que está sempre interessado em eventos e mais eventos, e se mostra cego e com inúmeras dificuldades para dar conta das muitas situações inesperadas que presenciamos com sustos mais inesperados ainda, ou mesmo de forma traumática como tem sido visível a todos:
                                      Atropelamentos e mortes de ciclistas
Habituados à arte de pedalar a vida

No escuro de minha sala, acomodada junto a duas velas brancas, confiro o meu desejo e escrevo para GRITAR a surpresa desta falta de luz,
associando-a aos horrores que venho presenciando na nossa cidade:
Bandidos
Em ônibus ou vans
Matam
Roubam
Estupram mulheres                 

Ninguém viu?
Ninguém VÊ?!
Nem sei o que dizer das horas
(estamos sem luz desde as 8h00 da manhã e já são quase 18h00)!

Falta LUZ!
Repito Goethe.
“Luz, mais luz!”

em muitos sentidos.

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