sábado, 27 de julho de 2013

Fotos: inverno carioca







                                         Areias vazias
                                         temperaturas
                                         quase glaciais

                                         O mar em movimento
                                         observa o "Dois Irmãos"
                                         e as centenas de
                                         peregrinos perdidos

                                         Inverno no Leblon
                                       
                                         Ardente o chão
                                         pede respeito
                                         O povo passa
                                         angústia e dor

                                         Copacabana
                                         Copacabana

                                         

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Manuscritos de seminários de literatura e psicanálise

                                             Primeiro fragmento
                                             e
                                             segundo fragmento

quarta-feira, 24 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Gradiva verão (prova de capa)

                                          Desenhos do artista e editor Francisco dos Santos.
                                          Lançamento previsto para o mês de setembro.  

Roma: Vila Farnesina com afrescos de Raffaello Sanzio








La Villa Farnesina in via della Lungara a Roma, nel cuore di Trastevere, è una delle più nobili e armoniose realizzazioni del Rinascimento italiano, commissionata da Agostino Chigi a Baldassarre Peruzzi, e affrescata da Raffaello SanzioSebastiano del Piombo,Giovanni da UdineGiovanni Bazzi detto il SodomaGiulio Romano e Giovan Francesco Penni.



La villa è oggi sede di rappresentanza dell’Accademia dei Lincei.

                                                  Fotos de José Eduardo Barros em junho de 2013.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Atenção! Escuto bombas!!!

O que é isso minha gente?
São 23 hs. E daqui de minha casa, no final do Leblon, escuto bombas explodindo.
A polícia precisa usar a violência?
Não podemos escutar as reivindicações da juventude e do povo que protestam?
Vivemos ou não vivemos em uma democracia, no sentido amplo da palavra?



Manifestantes ateiam fogo no lixo das ruas depois que algumas luzes
do bairro e das ruas foram  apagadas.


Manifestantes sentam na esquina das ruas General San Martin
com Rainha Guilhermina, conforme mostra o repórter Gabriel Barreira.


Protesto contra o uso indevido de dinheiro público!
(Fotos recolhidas da internet no momento da manifestação).

domingo, 14 de julho de 2013

Paris - Rio em peregrinação

O voo estava lotado. Os 436 assentos foram ocupados principalmente por jovens franceses e padres vestidos a caráter mas, também, por jovens chineses acompanhados de monges . Não foi um voo usual.
Desde o aeroporto o clima era diferente. Alguns jovens, sentados no chão, ouviam a flauta tocada por uma moça delicada. Outros cantavam ...
Havia os que falavam baixo como se estivessem em oração.
Os monges que vestiam um hábito cor de laranja carregavam seus chapéus de palha pontiagudos de forma elegante.
Não foi um voo usual!
Eles se acomodaram tranquilamente. E alguns peregrinos passearam descalços.


Quase não dormi na noite do dia 11 de julho. Assisti a um desfile de fé pouco conhecido em nossos dias.


PS. Ainda posso acrescentar que os jovens usavam camisetas verdes ou amarelas com frases escritas em francês reproduzindo palavras do papa Francisco. Alguns desses jovens iam para Ouro Preto, em Minas Gerais. Viajavam com mochilas e sacos de dormir amarrados nelas. E isso foi tudo que apareceu na grande esteira de bagagens, que ficou coberta pelos sacos plásticos que embalavam as bagagens dos peregrinos.


Roma em detalhes (junho de 2013)


                                              

                                                                                                   


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Montanhas e mar

Viagem de ferias
A paisagem em destaque
Montanhas da Sicília
Um aparelho fixado no vidro
- o gps -
Guiados em direção a uma estradinha estreita
                     Entre vinhas e limoeiros
Lugarejos desconhecidos
Formas distintas de vida
Imagens do mundo em sobressalto
(de repente )
O mar
Perto novamente
Azul mar Tirreno

Interrogo a memória
E o corpo de sempre
Desconhecido mar
Apenas o mar...




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Notas:

Entrei na BNF tambem para entregar em "depot legal" meus últimos livros:
Livro das areias e a tradução de Francis Ponge, Nioque antes da primavera, ambos publicados na Lumme editor.
Comento que ao longo do enorme corredor ainda de tapetes vermelhos encontrei uma exposição de fotos tão longa quanto o corredor e ainda uma outra de Manuscritos de Jean Walter na Exposição Zellidja -carnets de voyage.

Tudo isso é Paris, ao menos pra mim
Experiências inesperadas,
Experiências múltiplas.
Corredores e correrias
Pés cansados e doloridos.
O olhar pede silencio
E encontra vozes e cores.

A menina árabe
Sentada no chão
Saboreia um livro

Faz parte da paisagem
Árvores seguras por cordas
E amarras de ferro.


Exposição na BNF dedicada a Guy Debord

Poeta, artista e pensador além de cineasta e diretor de uma revista, literária e inventiva, Debord (1931-1994) deixou em seus arquivos varios manuscritos e documentos produtos de uma caminhada que traduz um tempo de contestação e luta por mudanças políticas.
Un art de la guerre/Uma arte da guerra multiplica nossa visão do poeta-pensador, e ainda surpreende em cenas em p/b que mostram, por exemplo, a rue Danton sendo filmada a partir de um personagem cujos pés passeiam por outros hábitos em 1951.
Li em uma das chamadas da Exposição Debord:
Pour savoir écrire, il faut avoir lire,
Et pour savoir lire, il faut savoir vivre.
E é genial!

Comprei o pequenino e primeiro romance de Michele Bernstein, Tous les chevaux du roi, assim poderei conhecer algo da obra de sua companheira na  época .

No mapa reproduzido abaixo, Guy Debord assinalava os escritores conhecidos e lidos por ele, possivelmente, os preferidos em vários países do mundo.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Na manha de 9 de julho

Chagall no Luxemburgo.
Em silencio e com emoção o publico olhava e olhava de novo as muitas telas do pintor.
Ele que viveu na França e depois nos EUA, exilado durante a Segunda Guerra, pintou durante sua vida inumeras ilustracoes sobre a Biblia que podem ser vistas nesta impressionante exposicao que apresenta a diferença entre o Novo e o antigo Testamento - ambos temas importantes desta mostra.
Deus se manifesta sob formas distintas seja aparecendo de forma mais enigmática ou falando de maneira clara a Moisés ou Josué. 
As ilustrações de Chagall para a Bíblia, título de um pequenino livro de Meyer Schapiro me convencem mais uma vez da importância do tema.





Signes: a dança das cores e dos sinais no Opera Bastille

O movimento em dança.
Os sete quadros de Olivier Debre - sem intervalo -  surgem misturados aos corpos que evocam sensações e lembranças. Cores em dança na coreografia de Carolyn Carlson. A musica de Rene Aubry inesperada e fluida carrega a coreografia dos corpos-cores.
A primeira revelação e o sorriso segundo o artista da pintura. Cito-o
A primeira escrita e a revelação de si mesmo.
Começando pelo sorriso, termina-se com os movimentos automáticos dos robôs.
As cores, que tanto podem estar imóveis como em ritmos, traduzem a nossa realidade fora do tempo mais conhecido.
Maravilhoso! Imperdível!
O teatro lotado em mil aplausos.

domingo, 7 de julho de 2013

No ponto do ônibus

A chinesa de saia rendada falava no celular em chinês. A negra de peruca lia gibi. Dois homens na esquina se atracavam. O carro de teto solar olhava..
O ônibus demorou a passar e ainda atrasou dez minutos.
Fazia um calor teatral.  No arrondissement 18 tudo parecia diferente. Esperamos e esperamos o ônibus que demorou demais. A chinesa desistiu e partiu. A negra senhora esperou com calma.
O carro passou assim como outros passantes da redondeza. Esperamos...
Em frente havia um prédio tombado. Era um antigo cinema (Louxor).
Voltávamos da casa de George Sand, onde um jardim florido havia nos protegido do calor.



Ler e escrever a vida

1. A cena de minha memória aberta desde a minha infância nao e suficiente para me levar a escrever. Falta o que se soma com emoção e de maneira irregular aos dias, e que misturado as leituras e as situações amorosas já vividas me autorizam a dizer as coisas escrevendo.
O meu próximo livro Gradiva verao - escrito após a morte de meu pai - compõe meu imaginário habitado pelas historias das leituras tanto quanto pela realidade de meus estudos ou o discurso paterno.

2. A memória das palavras  e das imagens com seus sabores se misturam com os livros lidos. Comprei ontem Le pasphilosophique de Roland Barthes , de Jean-ClaudeMilner e Annie Ernaux Retour aYvetot.
Ambos, agora se mostram na estante do apt onde me encontro.
Barthes retorna pelas mãos de Milner. Revisito A câmara clara, livro escrito após a morte da mãe de Barthes , e, habitada de imagens do passado procuro olhar ao redor e admirar  em
silencio o que nao esta aqui mencionado ( ou seja, o Tempo e a vida de meus pais).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pelas ruas de Paris

Cada vez é uma vez...
Agora, percebo a cidade habitada também pelos sem-teto, les sans-abri. Eles estão por toda parte e se misturam aos turistas perdidos, aos desocupados, aos famintos. Uma outra França surge ao longo deste Governo de esquerda que não consegue dar conta das questões serias deste pais.
Apenas os sinos continuam a marcar as horas da mesma maneira.
Sinto a cidade esvaziada. Repito que é verão e que muitos franceses viajaram para outros lugares fora da cidade, mas ainda assim percebo um esvaziamento que também se mostra no olhar daqueles que vivem em Paris e que perderam a esperança das mudanças anunciadas. Um outro momento de mundo se abre aqui e fora daqui, como se uma reflexão imperiosa mostrasse o rosto tenso e afirmasse que a vida mudou!



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Hannah Arendt de Margarethe Von Trotta

Um belo filme que nos convida a pensar. A atriz encarna Hannah nos detalhes (momentos de silencio e reflexão com a fumaça do cigarro exalando seu odor).
O artigo de Arendt no qual ela desperta o leitor para uma nova leitura da humanidade abarcando a noção do mal- A banalidade do mal - esta destacado no enredo.
Adorei!
Nos tempos de agora, mais ainda, precisamos deste cinema.
A sala 2 do Cinemas St. André-des-Arts , um cinema independente, nao estava cheia. Localizado no coração do Quartier Latin desvendou realizadores se tornando uma instituição cultural.
Voila!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Paris, une autre fois

O Pantheon e os sinos das igrejas revistados.
No jogo de sombras e em segundo plano - diante da cidade em relevo - dois leitores.
A escrita chama.
Uma figura emerge. Cresce com o movimento das pernas.
Sai do elevador e toma a rua a sua frente.
Parece perder-se nas esquinas que não lhe pedem nada.
O texto de um lado e o leitor de outro.
Ambos persistem.