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sábado, 30 de novembro de 2013

Recanto de trabalho


                                   
                                          Recanto de trabalho: escuta, leitura, escrita. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

RIO DE JANEIRO al mare
Primeiro tempo:


Final de janeiro de 2011.
Praias superlotadas. Centenas de Barracas de sol vermelhas abertas na orla do mar. Turistas e mais turistas em movimento com a cidade. Pulsação forte depois de alguns anos no Limbo.

Calçadas, restaurantes, conversas animadas e o Sol e o sol... 
e o Mar atlântico que acompanha a orla de formas sensuais em  pedras ao redor.

Apenas Um verão!

Há quem conte, e volte a repetir as cenas do pesadelo que assistimos com depoimentos impressionantes filmados nas enchentes e catástrofes brasileiras. Há os que negam o horror, e só falam do calor e do movimento dos Corpos nas areias.

Há também os que se envolveram e, mesmo que por um só dia, ajudaram nas filas de mais um galão de água ou vários pacotes de biscoito.

Não podemos esquecer!


Rio de Janeiro, 41 graus.
Barracas de sol na orla do mar. Centenas. 
Un mélange de couleurs e de Corps. 
Línguas e mais línguas se espalham nas areias. 

Três transatlânticos desovam passageiros na cidade. 
E o mar sem poluição? 

Sinto falta do Pasquim nas areias de Ipanema!




Segundo tempo:

2013. 
Areias escaldantes e montes de jovens se divertem em perverter a praia. Na revolta muita correria, algumas cadeiras no ar, pedaços de pau.
Há os que querem o que é do outro. Há os que se protegem. Há os que não entendem a cena.

ARPOADOR.

Celulares, óculos escuros, camisetas e bolsas    v o a m.
No ar em movimento um desejo incandescido.

(Ingressos de futebol por 500 reais? )




domingo, 24 de novembro de 2013

Rico Lins convida


Foto retirada da internet

www.ricolins.com

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

I Encontro de Tradução de Espanhol na UFF


O som e o instrumento musical que Da Vinci imaginou há 500 anos atrás



Um instrumento que parece combinar um piano e um violoncelo foi finalmente construído, 500 anos depois de Leonardo Da Vinci desenhar os planos para a sua construção.

Da Vinci é o criador oficial da «viola organista», nome dado ao «novo» instrumento, mas quem lhe deu «vida» foi o artista, pianista, polaco Slawomir Zubrzycki.

«O instrumento tem características de três já conhecidos: o cravo, o órgão e a viola da gamba» [instrumento que faz lembrar um violoncelo], disse o «criador» do instrumento ao apresentar o primeiro concerto na academia da música de Cracóvia, Polônia.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Faleceu Doris Lessing aos 94 anos - Homenagem


A escritora britânica Doris Lessing, em foto de maio de 1999 (Foto: Andreu Dalmau/AFP)
Nascida em 22 de outubro de 1919 em Kermanshah, na Pérsia - hoje Irã -, Doris Lessing escreveu uma rica obra que fez dela um ícone de marxistas, anticolonialistas, militantes anti-apartheid e feministas. Tornou-se conhecida desde seu primeiro livro em 1950 
Grande parte de sua obra narrativa e poética está baseada em sua própria experiência na África e na Inglaterra, com personagens femininos sensíveis e perceptivos que se adentram em questões existenciais e exploram as contradições.

Fragmento de seu livro autobiográfico Debaixo da minha pele. Companhia das Letras, 2007:

"Ritmos mais precisos e misteriosos regulavam as muitas vidas paralelas a nossa, no mato. Uma mariposa vinha do escuro, toda noite, logo depois do pôr-do-sol, acomodar-se na tela de uma janela. Eu mergulhava o dedo no melaço dourado, punha o dedo num buraco na tela e lá vinha a mariposa, agarrando-se com as patas macias, fazer seu festim - durante vários minutos, meia hora. Uma grande mariposa marrom, macia, maravilhosa, com antenas que pareciam plumas. (...) Eu costumava esperar por ela, à espreita do borrão de asas na luz amarelada que entrava pela janela. E depois - pronto, a mariposa sumiu; seu tempo se esgotara, por um motivo ou por outro."
(p.141)

Obs: livro que ganhei de uma sobrinha querida no lançamento de meu Livro das areias.

E de Andando na sombra. Segundo volume da minha autobiografia. Companhia das Letras, 1998, que adquiri em 1999:

"As mulheres estão acostumadas a ouvir confissões, principalmente quando são jovens - bem, àquela altura eu ainda era meio jovem - e atraentes.
(...)
"Quer dizer que esse homem lhe disse que andou explodindo esse hotel?"
"Disse."
"A senhora o conhece?"
"Não."
Quer dizer que ele estava contando a uma perfeita estranha que andou cometendo assassinatos e traições e sabe Deus o que mais em Jerusalém?"
"Ah, esqueça."
 (p.41, 42)

E ainda do livro Alfred et Emily, Flammarion, 2008, que adquiri em Paris, possivelmente em 2010. 
Cito:
"Il y avait une petite bibliothèque en chêne sous la fenêtre. Elle s'assit devant, à même le sol,  et regarda attentivement les livre aux couvertures fanées. (...) Ils apparaissaient comme pour magie, adressés à son nom, et elle les emportait dans sa chambre. La pierre de lune, La dame en blanc. Sherlock Holmes. (...) Dickens au grand complet, à ce qu'il semblait. (...) William Blake. (...) Les poèmes de Byron, (...) Shelley, Wordsworth,  (...) John Keats, Shakespeare, (...) Les livres - un lieu de paix et sérénité (...)."
(p. 97,98)

Sim, querida Doris,
"os livros - um lugar de paz e serenidade"
 !!!
Sim

sábado, 16 de novembro de 2013

Fragmento do Livro das areias

18.


Poeiras.

As poeiras se elevam no vento da noite suspensas no sopro. Por vezes, uma aparição inesperada lhe ocorria e a deixava perto do absurdo.

Li Georges Didi-Huberman e permaneci quieta. Creio ter lido que o amor Materno, certas formas de amor materno deixam entrever que "o ser vivo é, sobretudo, um lugar de passagem."
O essencial da vida aí se coloca, nesta fronteira em movimento.

Devo dizer que assim termina um de seus livros.
Gosto de estender as questões:
a tensão está no amor - na forma de amor mais aberta - aquela que se move entre as paredes e as areias do mundo?

                                                                                                               
                                                                                               (P.87)