fotos de arquivo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Restauração e arte em destaque: Casa Daros no Rio de Janeiro

Em um bonito casarão construído em 1866 pelo arquiteto Francisco Bethencourt da Silva, discípulo do francês Grandjean de Montigny, está instalada hoje a Casa Daros. A cidade agradece!
O espaço guarda parte da história de nossa cidade. Totalmente restaurado e documentado o trabalho por etapas, o Casarão de estilo neoclássico que já foi Recolhimento de Órfãs e Educandário, hoje, pode ser visitado e frequentado de muitas formas.
Passeei por lá em um dos últimos dias deste ano. Enquanto grande parte dos cariocas se deslocavam para o mar ou às praias da cidade, em meio a um calor (sensação térmica de 43 graus) insuportável, visitei e constatei o que a nossa cidade ganhou com esse Espaço de Arte e Educação! 
Merci!
Gracias!
Obrigada!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Visita à Casa Daros - Rio de Janeiro











                                          Fotos de José Eduardo Barros. Rio, 29.12.2013.

                                          http://www.casadaros.net/index_rio.php?i=1135


Casa Daros: arte, educação e comunicação


A Casa Daros é uma instituição da Daros Latinamerica, uma das mais abrangentes coleções
dedicadas à arte contemporânea latino-americana, com sede em Zurique, Suíça. Daros
Latinamerica conta com cerca de 1.200 obras, entre pinturas, fotografias, vídeos, esculturas
e instalações, de mais de 117 artistas, e segue em expansão.

Conexão França - Laure Limongi

http://laurelimongi.com/tag/solange-rebuzzi/

Clique no link acima para ver/ ler site de Laure Limongi, e parte do poema "O azul da inclinação" traduzido por mim

Au Cafe Letrado à Rio de Janeiro, 2008

Leitura no Café letrado no Rio em 2008





Au CIPM, Marseille 2010 © Jean-François Bory

Leitura em Marseille, em 2010

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Verão cor de laranja



Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2013. A data nos coloca diante de mais um final de ano. O verão chegou e o calor causa incômodos ao corpo. Somos os mesmos cariocas de sempre?
As calamidades vividas pelos moradores dos Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais favorecem um calafrio ao corpo. As grossas nuvens de chuvas fortes acometem os nossos vizinhos. É estranho o sentimento de solidariedade; ao mesmo tempo comove e alivia.

Sim, é cor de laranja este verão. Os tecidos das lojas repetem a cor em inúmeras peças. E, assim podemos lembrar que é essa a cor que anuncia, em alguns países na Europa, o sinal de alerta, o sinal de perigo: l’ alerte orange. Cá entre nós, que não temos o hábito de anunciar o perigo nem das chuvas nem das nevascas nem dos ventos, seria bom se pudéssemos começar a pensar que os perigos podem ser evitados, ao menos em parte, caso privilegiássemos outras formas de proteger os nossos cidadãos que não apenas encher a cidade de polícia! 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Madona Sistina - pintura de Rafael


Na tela a óleo, encomendada pelo Papa Julio II a Rafael, estão também São
Sisto e Santa Bárbara.

A obra é uma das pinturas mais estudadas por filósofos e poetas.

Comento:
A cortina abre a cena de nuvens ralas no céu (onde pequeninos rostos observam o cenário). Sutil! 
O trabalho de Rafael nos apresenta, em cores fortes e muitos volumes, os corpos adultos vestidos em mantos e dobras e as crianças nuas. Os dois anjos, também voltados para a cena e na margem inferior do quadro, são razão para as inúmeras reproduções da obra circularem nos museus do mundo. 
As grossas nuvens sustentam os corpos santos, possivelmente sugerindo a  divisão dos espaços .

domingo, 22 de dezembro de 2013

Aos leitores e amigos


                                          Matisse no Louvre - Les Oiseaux

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Poema de Natal

Cenas de casa                                                                  

 (Rio, dezembro de 2005)


A delicadeza é da ordem da leveza.
Ítalo Calvino nos esclarece que a palavra relê o traço visível da coisa invisível, a coisa ausente, como algo frágil e jogado no vazio.
A linguagem nos permite chegar perto das coisas (presentes ou ausentes).
É neste movimento com a linguagem que insisto em levá-los...



1
Nas asas do avião ainda duas poltronas disponíveis – as últimas?                                                           
Hoje ou ontem – estado de partida
Partiremos: 23 de dezembro  
Direção: Estado do Espírito Santo.
Localização
:
orla    do   mar



  
Há em alguns homens uma sombra que deixa os olhos longos
- molhados da chuva fosca –.
São sombras escuras de momentos já vividos e congelados.
Se algum evangelho faz soar o vento
com a nudez do pensar
na sala da casa de José
as muitas lâmpadas atestando
o impensável da luz  
(na árvore de Natal antes iluminada por Elza)
proclamam o véu da noite

(silêncio)

Onde as estrelas do mar?
                             e as conchas?

(silêncio)

A pedra se abre em pedra
Há alguma maneira de alcançar uma estrela?

(nas águas do silêncio)

O borbulhante céu de pingos luminosos   
fixa o tempo
não deixa passagens fáceis
Perdi o caminho naquele jardim de urtigas
Não há entre as sombras
nenhum vestígio nas paredes
                                                     entradas e saídas da vida
                                                     - cedo ou tarde –
     
                                              (permaneço prisioneira do texto)



2      
Lá fora o muro continua tingido de
branco

Reencontro ao lado da varanda
as flores primeiras em ninhos de visões ausentes
Sílabas
retornam das cenas
de outras noites 
Natal:





P
I
ii<  >ii
N
H
E
I
iii<<<<.<<<
R

ooo<<<<<<<<.<<<<<<<
O


CHÃO



Hoje, o que a poesia ainda consegue traduzir
talvez
possamos chamar do esforço continuado
de um viver onde a angústia e o trabalho
verbal expõem tais questões

Viver é possível?

(silêncio)


noites de   
Natal
:

leveza e movimento





segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Colagem 15.12.2013 (homenagem a Mandela)



                           
                                                    Fragmento da colagem acima

domingo, 15 de dezembro de 2013

Colagem - George Sand


1. Em andamento


                                Colagem feita no verão de 2013, a partir da visita à casa-museu
                                da escritora George Sand, em Paris.


                                                               2. Terminada


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poema do livro Estrangeira

Retrato
                                                        A alma
                                                        É dom Quixote   
                                                                  Michel Deguy


O poeta passa 
- a (cicatriz) – tensiona
uma escrita pulsional?
O vento do inverno enerva
a energia do desespero.

Um passo passageiro.
Hoje é sábado?
A paisagem sem hora
pede um cenário
em três tons.
Paredes envelhecidas
no restaurante.
Um pedaço de luz cai no colo da mulher.
O pássaro da esquerda,
entre os montes que se avolumam no céu,
tece um arco de plumas alvas.
Na manhã, bem no alto de Santa Teresa,
o homem de andar pesado
come palmito branco assado com alecrim e molhado no azeite.
Après,
ele sobe escadas íngremes antes de partir
(mas há outros poetas por perto
e qualquer um que repare em seu olhar enrugado
perceberá que gosta de brincar).

No corredor-penumbra do hotel
(a perna da estátua quer deixar o mármore).
Ele anseia o descanso do Corpo.
E sonha que em Paris anda de bicicleta.
Mas no Brasil carioca
passeou de barca até Niterói.


Mais tarde:
como está a noite lá fora ?
Os mendigos catam lixo nos restaurantes-boteco das esquinas de Copacabana.

De lado, o homem fuma Marlboro (2 reais).
Na fumaça – imagine – ele
espera o táxi chegar pelas mãos de um outro homem
que não tem sequer bicicleta
(e fuma cigarros Hollywood).













sábado, 7 de dezembro de 2013

Leitura na Escola Christiano Hamann - Livro das areias




http://youtu.be/iwxHvXLn5pA

Clique no link acima para ver e ouvir parte da leitura do livro Quase sem palavras que também foi lido nesta manhã de sábado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Morre o querido Mandela !


- Nosso amado Nelson Rolihlahla Mandela, o presidente fundador da nossa nação democrática, partiu. Ele morreu tranquilamente, na companhia de sua família, em torno de 20h50 do dia 5 de dezembro de 2013. Ele agora está descansando. Ele agora está em paz - disse o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em um pronunciamento televisionado nesta quinta-feira. - Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai. Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa sensação de uma perda profunda e duradoura.





Nelson Mandela, en 2007.


As pessoas nas ruas demonstram muita emoção, alguns cantam e dançam e outros seguram uma rosa vermelha nas mãos em frente de sua casa em Johannesburgo na noite de sua morte. As homenagens são feitas em clima de festa.

Nelson Mandela era um homem simples embora fosse filho de um rei (descendente de uma tribo africana), e insistia em dizer que não era "nem santo nem profeta". Viveu com intensidade e dedicação a luta pela causa da igualdade racial. O mundo perdeu um homem digno!


Il disait qu'il n'était « ni un saint ni un prophète ». Il déplorait qu'on le présente comme « une sorte de demi-dieu ». Il insistait sur ses « erreurs », ses« insuffisances », ses « impatiences ». Jusqu'au bout, tandis qu'on le fêtait à travers le monde, tandis que les Etats et les puissants lui tressaient des lauriers, lui dressaient des statues, lui décernaient des palmes et des récompenses, tandis qu'un peu partout on donnait son nom à des milliers d'écoles, d'universités, de rues, de places, de parcs et d'institutions diverses, jusqu'au bout il s'est voulu « un homme comme les autres, un pécheur qui essaie de s'améliorer ».

(copiado do jornal Le monde, França)