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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Francis Ponge, again and again

2.

A partir de 2005 comecei a ler com mais interesse a obra do poeta contemporâneo Francis Ponge a quem conhecia apenas por um livro. O desejo nasceu, sobretudo, com a descoberta de que João Cabral de Melo Neto foi leitor e admirador de Ponge.
A Ponge dedico algumas horas de minha vida, na maturidade deste tempo precioso que me ensina sutilezas da língua francesa e me ajuda a conhecer aspectos inusitados da História e da vida literária da França, além de me dar a chance de pesquisar um pouco, ainda que bem pouco, no Littré do Monseigneur Émile Littré; um impressionante dicionário construído ao longo de muitos anos e de forma monacal com a ajuda da esposa e da filha deste senhor Littré , tão dedicado na tarefa de escrever e organizar uma história da língua francesa.
Comento que o trabalho no Littré é permanente e realizado com atenção às raízes das palavras, aos sufixos e prefixos das mesmas. Esse dicionário, que foi tão caro a Ponge ao longo de sua vida de escritor, está publicado pela editora M. Hachette. O projeto de fazê-lo foi efetuado no ano de 1841, e o autor principalmente se deteve em escrever um dicionário etimológico da língua, e uma espécie de antologia da literatura e da história francesa durante nove séculos.
As pesquisas efetuadas para esse fim se fizeram sem descanso, nulla dies sine linea, conforme palavras do próprio Littré no livro Comment j’ai fait mon diccionnaire. Por esse motivo, encontramos razão no Dicionário para também descobrir como alguns poetas podem aprender detalhes da língua francesa e levar esse aprendizado para seus próprios escritos poéticos.


(Fragmento do livro novo sobre Tradução em andamento). 

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