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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Janela da manhã (poema)

os olhos atravessados na janela
o livro aberto novamente na mesma página
rostos velhos no retrato sob a cômoda
a música da chuva
sapatos na soleira

escrevo
não compreendo
o cão dorme na sombra
o jornal do dia aguarda um leitor
o olhar atento sob o livro velho

na janela da manhã
o poema espera
o escuro
e um lápis frágil
anda de lado

ruídos dormem 
a mão do crime
não descansa 
o corpo torturado
pulsa


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