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domingo, 2 de março de 2014

Crônica de domingo


Crônica de domingo

 

Hoje, não é um dia qualquer.

A Ucrânia vive um momento muito grave de sua história, e o mundo ocidental tem diante de si uma tarefa gigantesca. Os fatos são muito graves mesmo e vão além das inúmeras mortes que aconteceram no país. Não dá para assistir apenas. Precisamos pensar e acompanhar. A questão não diz respeito apenas aos russos que estão ocupando parte do território ucraniano. A decisão da vida política dos ucranianos se mostra tensa e problemática ao mundo político de hoje. Há muita coisa séria envolvida nisso. Muito menos é uma questão que diga respeito aos EUA. As decisões sobre as ocupações em outros países, como já vimos acontecer na época de Bush e de Tony Blair, não precisam se repetir.

Enquanto aqui no Brasil se fala nos noticiários jornalísticos prioritariamente de carnaval e samba, o mundo ferve de dramas. Tanto lá na Ucrânia como aqui mais perto de nós, na Venezuela do ex-ditador Hugo Chaves, há situações gravíssimas acontecendo.

São tantas as controvérsias que a Europa precisa pensar com ética para acompanhar este momento, e percebo que os jornais internacionais mostram as imagens dos militares russos, sem seus uniformes russos, e mal conseguem fazer críticas para um fato tão estranho. No entanto, eles estão dentro de um outro país, imóveis como soldadinhos de chumbo, e cumprindo algum papel estranho demais para ser compreendido em um primeiro momento da história desta problemática.

No nosso país, parece que gostamos mesmo é de alienação. Não me venham dizer que é bonito e engraçadinho assistir a uma enorme quantidade de mulheres “plastificadas” e infladas dançando e falando qualquer coisa diante das câmeras de tv. Enquanto isso, a população dos jovens bebe sem parar. E ninguém faz nenhuma crítica! Só hoje eu vi, em uma saída rápida no final do dia no Leblon, vários deles andando acompanhados de garrafas de vodca ou vodka (em russo: во́дка; em polaco: wódka) quase vazias. As moças e os rapazes bebem com igual rapidez, sem nenhuma reflexão sobre o amanhã.

De fato, hoje, não é qualquer dia!

Afinal, é domingo de carnaval no Rio de Janeiro.


 

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