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terça-feira, 15 de julho de 2014

Poema (+ Segunda versão em um sábado chuvoso)

São 18 horas:
A hora em que o dia e a noite dão as mãos
O oriente e o ocidente se entreolham
Os idosos relembram detalhes vividos
É a hora da memória mais tardia
Indagar sobre sua legitimidade.

São 6 horas:
O alvorecer bate na porta  
Reconhece o olhar que acorda
Procurando a xícara de café
A mão não tarda a dizer ao corpo
Os hábitos do amanhecer.

São 18 horas:
O dia escorre sua verdade mais cruel
A mãe cansada afaga o filho
E entrega à noite o sonho adulto
Na espera de um outro dia
Já são mais de 22 horas.

São 6 horas:
Seguimos o dia acompanhados de ruídos
Rápidos: automóveis e aviões
A tarde nebulosa esconde o outro lado do mundo
No Japão as horas correm junto com o medo
Furacão? tremor de terra?




Segunda versão em um sábado chuvoso

São 18 horas:
o dia e a noite dão as mãos
o oriente e o ocidente se espantam
os idosos relembram o vivido.
É a hora da memória tardia
indagar a sua legitimidade.

São 6 horas:
O alvorecer atravessa a porta
reconhece o olhar que
procura a xícara de café.
A mão não tarda a dizer
os hábitos do dia.

São 18 horas:
O dia escorre...
A mãe mima o filho
e à noite sonha
na espera de mais um despertar.
Já são mais de 22 horas.

São 6 horas:
O dia segue acompanhado de ruídos
ativos: automóveis e aviões.
A tarde esconde o outro lado do mundo.
Na China as horas e o medo marcham juntos.
Tufão? Tremor de terra?

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