sábado, 27 de setembro de 2014

Poema - Caderno,

CADERNO,

Deslizam em minhas mãos as linhas da manhã. Sou e não sou uma rosa. A luz ofusca. Recupero nas linhas verdes do caderno – entre o branco dos intervalos – a caligrafia da cidade. Letras informes. Alinhavo vogais. Alimento o direito de vagar nos pensamentos. O ar penetra nas narinas e sopra um tule de vento: asas de um monólogo. Folhas ainda úmidas escondem os lábios entreabertos do dia. A mão recebe o ritmo. A letra abre e fecha a respiração.


                                                                       Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2014.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Poema - Cigarras

CIGARRAS

                                                                            
Das paredes do silêncio
escuto cigarras
Primavera Um mundo
de ruídos 
Movimentos rápidos
banham o dourado da luz
A paz penetra harmoniosa
Os santos óleos
avançam calmamente no corpo
(o óleo perfumado
secretado pela árvore do eucalipto)
Emoções fortes sublimam
o enredo e a história de outros
tempos
A hora do relógio pouco importa
As renúncias ditam as leis
O néctar vem beber
em fontes mais antigas
Escrevo o dia que morre e
a manhã que nasce
Ninguém Nenhum amigo

A escrita anuncia
as cigarras Os insetos
destilam o novo tempo
Aqui agora



Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2014.




domingo, 14 de setembro de 2014

Victor Brecheret no IMS do Rio de Janeiro - again!



                                     

Digo: Instituto Moreira Salles.
                                          Fotos de José Eduardo Barros em 14.09.2014.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Livro novo: Traduzir, testemunhar Francis Ponge


                                       




                                          Em breve: Lumme editor/ Faperj.
                                          Laçamento no Rio e em S.Paulo.