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domingo, 30 de novembro de 2014

Nefertiti - a jóia da arqueologia

Nefertiti está descrita como "sorrindo discretamente, os olhos semi-cerrados, o longo pescoço estendido em uma atitude ao mesmo tempo charmosa e ansiosa. Está vestida com uma veste cujo plissado etéreo deixa aparecer o umbigo e as coxas." Tradução livre, p. 53.

                                                     
Nota: Contam que Nefertiti teve seis filhas. E ainda um filho: Toutânkhaton. Mas, apesar das inúmeras pesquisas feitas depois da Segunda Guerra mundial, "este capítulo da história egípcia ainda se encontra mal conhecido". O filho, que ainda era uma criança, muda de nome e passa a se chamar Tutancâmon ao se casar com a irmã Ânkheseamon após a morte do pai. Juntos o novo casal real continua embora por pouco tempo o Império fundado às margens do Nilo, desenvolvendo uma forma de monoteísmo, cujas raízes apontam, nos hinos criados por Akhenaton, "um deus da Luz". (p.63 e 71 em tradução livre)
Acrescento: Hoje, dia 6 de dezembro, em 1912 o arqueólogo alemão Ludwig Borchardt e sua equipe descobriram no Egito, no site d'Armana, o busto de Nefertiti no mesmo local onde também encontraram o do faraó Akhénathon. Compreenderam, imediatamente, que fizeram uma descoberta excepcional!

                                                     

Capa do livro Les multiples visages de Néfertiti de Dietrich Wildung. Editora Hatje Cantz. 
Edição bilíngue: francês-árabe. Impresso na Alemanha em 2013.
Traduções de Nina Awaldly e Marcel Saché.
  Nota:
o livro que adquiri na livraria do Museu do Mundo Árabe, em Paris, inspira minhas pesquisas e textos sobre outros tempos da humanidade.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Amanhecer ( Rio, 23.11.2014)

                                                         Foto feita por mim no celular.
                                                         O dia nascendo no mar (6 hs).

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O homem em trânsito

Em 24 de novembro de 2014:

1.
Quando o homem transita no tempo com o pensamento elevado sempre poderá se indagar o que é o invisível? Ou mesmo: para além do visível o que há?
As perguntas que nos acodem a mente são tantas e, no entanto, repousam em respostas que precisam de leituras densas mas, também, de experiências sensíveis e pautadas no que hoje podemos nomear como experiências espirituais.
De imediato, não nos é dado crer que o homem é mais que a matéria que o determina. Os estudos sobre o psiquismo humano estão longe de dar conta do que nos chega ao conhecimento, hoje, nas dedicadas horas de meditação, oração ou silêncio a que muitos se dedicam e que tanto ajudam a viver. Vou nomear essa possibilidade pensante sensível como a “alma” que caminha conosco, e que ocupa junto com a razão um lugar carregado de belo; o que nos dias de maturidade e serenidade da vida pode nos abrir o olhar para muito mais que o visível de todos os dias.

2.
Faz tempo que me indago com a filosofia antiga e/ou contemporânea sobre o destino do homem. D’onde e para onde é pergunta batida e sem resposta, que habita os compêndios mais lidos. Mas, de alguns anos pra cá, a física quântica nos alcança e vem quebrar a hegemonia da resposta quase obrigatória que não quer crer em nada.
A poética abre um intervalo de não saber que a escrita esclarece como necessário e que nos interessa frisar nesse momento. A psicanálise de certa forma também. Não há um saber absoluto, e o homem com seu livre arbítrio sempre pode fazer sua escolha legitimado na religião, em alguma crença ou no ateísmo irreversível. Mas...
Surgem indícios de que ‘para além do bem e do mal’ há muito mais a se desvendar!
O tempo urge! Estamos no século XXI. O espaço e o tempo não se delineiam mais facilmente. Há as informações que não percorrem tempo algum pois ignoram as distâncias, assim como há a “não-localidade” que é feita do “vazio-físico” e é plena de potencialidades. Informações surpreendentes que demandam trabalho às nossas reflexões.
A matéria, agora, já pode ser explicada sem existência real; o que desmonta o pensamento materialista dos últimos séculos!

3.
Em trânsito, o homem de nossos dias busca um espaço ‘terreno’ para realizar o sonho da vida e do trabalho. Para muitos homens este espaço não está dado a priori. Nascer e viver em alguns países do mundo é tarefa árdua desde o início. Tal é o caso de alguns lugares na África e no Oriente.
Vemos ao redor que fica sempre mais difícil aos povos, em geral, conseguir dar a si próprio e a seu irmão o direito à vida sonhada, ou mesmo desejada na luta buscando a harmonia com o seu vizinho de território e de língua.
Viver não é simples. E torna-se cada dia mais trabalhoso.
Se não acordarmos logo vamos continuar a participar, sempre em doses mais audaciosas, dessas inúmeras e terríveis guerras nas quais se destrói não só a vida dos homens como a dos livros nas bibliotecas. E esses livros contam a vida de outros homens, e guardam a cultura dos povos guardando as nuances das diferenças humanas nesse entorno onde se inscrevem, sobretudo no Tempo com as suas sutilezas e sabedorias.



                                                                                                                            S.R.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Laure Limongi convida




Maison de la Poésie – Passage Molière – 157, rue Saint-Martin – 75003 Paris
Métro Rambuteau – RER Les Halles


L'entrée plein tarif coûte 5 euros. Tarif réduit 1 euro.
Elle est gratuite pour les adhérents de la Maison de la Poésie.

photo © Catherine Hélie



                                                                                           Bien amicalement,

                                                                                               Laure Limongi

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Poema inédito: Cebola-flor/ Oignon-fleur

A cebola-flor
descabelada e bela
perfuma o jardim.
Nos dedos o branco
sobre o branco das unhas.
Um ar enevoado.
Invisível.
Desde as montanhas desce
- qual pássaro em asas plana -
em aberto vale.
A cebola fruto
dos apetites mais ousados:
caliente ou fria
participa dos prazeres do corpo.
Cebola planta de raiz e terra
junto a nós cria
os odores do corpo.
A cebola bola
de cascas transparentes:
cores em demasia!
Do roxo ao ocre
variações inúmeras
e texturas doces ou selvagens...
(a cebola caminha com o homem desde sempre)

Hoje, 21/11/2014.



L'oignon-fleur

décoiffé et beau

parfume le jardin.

Sur les doigts le blanc

sur le blanc des ongles.

Un air nébuleux.

Invisible.

Depuis les montagnes descend

-quel oiseau sur d'ailes plane -

sur d'ouverts vals.

L'oignon fruit
des appétits les plus osés:
caliente ou froid
participe aux plaisirs du corps.
Oignon plante de racine et de terre
auprès de nous crée
les odeurs du corps.
L'oignon rond
de peaux transparentes :
couleurs de trop !
De l'incarnat à l'ocre
des variations innombrables
et des textures douces ou sauvages...
(l'oignon marche avec l'homme depuis toujours)

Aujourd'hui, le 21.11.14
--

Tradução de Márcia Rambourg 





domingo, 16 de novembro de 2014

Germinação



                                         No início, o traço.
                                         Jorra força a água
                                         no verde que brota.

                                         Qual a duração da permanência?


                                          (poema do livro Outonos [montagem incompleta], 7letras)  
                                           Foto de José Eduardo Barros.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Na mesma semana

Na mesma semana nos despedimos dos queridos Leandro Konder, professor, filósofo e pensador de esquerda e do poeta Manoel de Barros.
Ambos nos deixam uma obra. Agradecemos a postura, as palavras e os livros que ficam como um legado humanista para todos nós.

Muito obrigada!