fotos de arquivo

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Carta de verão



Quem nasceu primeiro não fui eu nem você. 
Quem nasceu primeiro foi a árvore centenária que suspira ali ao lado da jaqueira.
Junto ao telhado cresceu o pé de flamboyant misturado aos musgos do muro alto e branco lavado pelo tempo.
Quando você veio morar comigo as mangueiras ainda davam flores e os sabiás
chegavam cedo, diferentemente das cigarras.
Estamos mais velhos.
O sol ainda arde nas narinas molhadas de sal.
Nunca nos surpreendemos tanto com os gestos humanos como agora.
Mandarei um recado aos anjos do universo:
Por aqui - entre a água e a luz - corre a insanidade sem moderação.

(Mas, o solo ainda respira fértil.)



                                                           Rio de Janeiro, 30.01.2015.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Livro "no forno": O sonho da gaivota



                                                 Prova de capa

domingo, 25 de janeiro de 2015

...e o sol nasce no mar


                                                           Rio, janeiro de 2015. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

"ÊTRE MÈRE" - psicanalistas falam da maternidade.




Tschann Libraire & les Éditions Navarin

vous invitent à la présentation de l'ouvrage collectif

Etre mère ,

des femmes psychanalystes parlent de la maternité.

Ouvrage dirigé par Christiane Alberti


Le Lundi 19 janvier à 20h30

Poética do bordado


                                       

Retomando gestos aprendidos na infância.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Traduzir, Testemunhar Francis Ponge

                  ÍNDICE

Traduzir, testemunhar .................................................17

                        I
TRADUÇÃO E TESTEMUNHO

1. O percurso da leitura ................................................ 23
2. O poeta em versos .................................................... 39
3. A fabricação em processo .........................................49
4. As cartas em detalhe .................................................63
5. A aranha e a cabra: figuras de escrita ......................72

                        II
ASPECTOS DELICADOS DA TRADUÇÃO

1. A escrita como um dom ......................................... 83
2. As relações entre psicanálise e tradução ................ 88
3. Sutilezas do inconsciente do tradutor ................... 100

Notas ....................................................................... 105
Sobre a autora .......................................................... 117






OBS:
Divulgo o livro editado pela Lumme com apoio da Faperj. À venda na livraria Cultura desde dezembro de 2014.
http://www.livrariacultura.com.br/p/traduzir-testemunhar-francis-ponge-42745887

domingo, 11 de janeiro de 2015

Reflexões em 11 de janeiro de 2015


Em qualquer lugar do mundo, do mundo dito civilizado, ouvimos em uma mistura de vozes o clamor pelos direitos humanos. São as muitas línguas e costumes que nos alcançam e promovem reflexões distintas. Esse clamor, que não é necessariamente político, é, antes de tudo, humano.
Os avanços científicos e tecnológicos, que tanto podem ajudar ao homem de nosso tempo, não só promovem benefícios sociais aos nossos dias. Ao contrário, eles muitas vezes complicam e invadem o nosso dia a dia! Eu diria até mesmo que mudaram as regras do viver pois, agora, habitamos ao lado de computadores e celulares mas não mudamos ainda o suficiente nossa própria vida beneficiada por tantos aparelhos.
A urgência nesse momento é grande, e a luta se faz também entre os poderes econômicos e os órgãos que tratam da ética e da moral humana. Vai ser preciso o exercício de uma prática livre e responsável.
As solidárias manifestações vividas na França e assistidas e partilhadas no mundo traduzem o desejo de muitos. Não só a Europa e os países europeus dizem o que pensam sobre os atos terroristas, como o mundo muçulmano se manifesta junto com os judeus e os cristãos afirmando que “somos livres” e “não, não queremos a violência, nem a aprovamos!”
Precisamos olhar a diferença humana e respeitá-la antes de tudo. Precisamos promover a educação e a saúde dos homens de qualquer raça e credo. Sim, é preciso cuidar dos imigrantes que chegam aos países mais desenvolvidos buscando uma vida mais digna.
Sim,
Oui,
Yes,
 Sí,
Ja,

Não às armas que proliferam no mundo!
Não aos interesses econômicos antes dos interesses humanos!

Je suis Charlie!
Je suis Elsa Cayat!*
Eu sou Alex!**

*Psicanalista assassinada no atentado ao Charlie Hebdo. Escrevia a crônica: "Charlie Divan".
**Jovem universitário assassinado, na última quinta-feira, no ponto de ônibus da zona sul no Rio de Janeiro.


Liberdade de pensamento! Liberdade de expressão!

                              Em apoio às manifestações espontâneas que acontecem na França
                              depois dos atos brutais sofridos pela população nos últimos dias.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Soneto (em exercício)

Soneto do sorriso

De longe a imagem está distante.
De perto Ela se mantém em confraria.
É azul o xale de algodão e não se separa do restante.
O sorriso da Virgem se descobre honraria.

Na igreja da Sicília esquecemos de fazer um pedido.
O silêncio de repente se impôs.
O menino no colo é familiar e comedido.
E parece estar confortável ali onde se compôs.

A mulher que o carrega oferece o seio.
Não se distingue de outras mães.
O brilho do olhar desta Senhora é esteio.

Penetra o pensamento mais longínquo.
O sorriso não é qualquer:
Mona Lisa se surpreenderia (ele é oblíquo).


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Poema

RELÓGIO

As horas das manhãs de domingo ao redor.
O relógio oito recomeça.
Bate o tempo das ruas.
Os pés inchados anunciam a seca.
A chuva e o sol não se misturam.
Relembro a infância em Manaus.
Lá os homens trabalhavam no verão nas plantações de abacaxi.
Descansavam no embalo da rede mascando tabaco.
Os poetas do norte e nordeste examinam o verso a cada romaria.
O pranto lhes chega de repente.
E, embora os olhos pisquem, não dão conta da maré cheia.
À margem do rio Negro a areia é alva.
O relógio bate sete horas.
A boca sem segredos sente angústia.
Mais de sessenta anos...
Enfrento a esperança
Revejo espaços da infância
(os pés cansados de correr na grama
e um copo d’água engolido de uma só vez!)




5 de janeiro de 2015.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Recomeço:

 As areias e o vento se movem...

Caminhar   caminhar
As horas do dia correm
Os braços respiram a luz
Os músculos agradecem

Sentir os dedos dos pés
no chão
Alongar
A energia alcança o alto da cabeça

caminhar   caminhar
pedalar   pedalar
nadar   nadar


Relaxar, relaxar
Ler sempre ler
e volver aos clássicos

(Que 2015 seja um ano
que inspire responsabilidades
e respire respeito ao próximo!)

FELIZ ano novo a todos!





     Em 1 de janeiro de 2015. Final do Leblon.