domingo, 11 de janeiro de 2015

Reflexões em 11 de janeiro de 2015


Em qualquer lugar do mundo, do mundo dito civilizado, ouvimos em uma mistura de vozes o clamor pelos direitos humanos. São as muitas línguas e costumes que nos alcançam e promovem reflexões distintas. Esse clamor, que não é necessariamente político, é, antes de tudo, humano.
Os avanços científicos e tecnológicos, que tanto podem ajudar ao homem de nosso tempo, não só promovem benefícios sociais aos nossos dias. Ao contrário, eles muitas vezes complicam e invadem o nosso dia a dia! Eu diria até mesmo que mudaram as regras do viver pois, agora, habitamos ao lado de computadores e celulares mas não mudamos ainda o suficiente nossa própria vida beneficiada por tantos aparelhos.
A urgência nesse momento é grande, e a luta se faz também entre os poderes econômicos e os órgãos que tratam da ética e da moral humana. Vai ser preciso o exercício de uma prática livre e responsável.
As solidárias manifestações vividas na França e assistidas e partilhadas no mundo traduzem o desejo de muitos. Não só a Europa e os países europeus dizem o que pensam sobre os atos terroristas, como o mundo muçulmano se manifesta junto com os judeus e os cristãos afirmando que “somos livres” e “não, não queremos a violência, nem a aprovamos!”
Precisamos olhar a diferença humana e respeitá-la antes de tudo. Precisamos promover a educação e a saúde dos homens de qualquer raça e credo. Sim, é preciso cuidar dos imigrantes que chegam aos países mais desenvolvidos buscando uma vida mais digna.
Sim,
Oui,
Yes,
 Sí,
Ja,

Não às armas que proliferam no mundo!
Não aos interesses econômicos antes dos interesses humanos!

Je suis Charlie!
Je suis Elsa Cayat!*
Eu sou Alex!**

*Psicanalista assassinada no atentado ao Charlie Hebdo. Escrevia a crônica: "Charlie Divan".
**Jovem universitário assassinado, na última quinta-feira, no ponto de ônibus da zona sul no Rio de Janeiro.


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