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sábado, 10 de janeiro de 2015

Soneto (em exercício)

Soneto do sorriso

De longe a imagem está distante.
De perto Ela se mantém em confraria.
É azul o xale de algodão e não se separa do restante.
O sorriso da Virgem se descobre honraria.

Na igreja da Sicília esquecemos de fazer um pedido.
O silêncio de repente se impôs.
O menino no colo é familiar e comedido.
E parece estar confortável ali onde se compôs.

A mulher que o carrega oferece o seio.
Não se distingue de outras mães.
O brilho do olhar desta Senhora é esteio.

Penetra o pensamento mais longínquo.
O sorriso não é qualquer:
Mona Lisa se surpreenderia (ele é oblíquo).


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