sábado, 21 de fevereiro de 2015

Com o Rio ao redor

O verão carioca nos espanta!

Há um grande número de balas perdidas. Inexplicáveis.   
E um calor infernal de mais de 40 graus.
Há o hábito de frequentar praias lotadas de banhistas no final do dia.
E as noitadas "ambevianas" nos bares.
Há as manchetes que sinalizam, sem constrangimento e sem trégua, 
os roubos da/na Petrobrás.
E um carnaval que se mostrou como o único prazer possível.
O respeito ao cidadão que pensa e lê desapareceu.
Assistimos a um desfile de dramas no verão.

Sem alternativas,
o banal e o trágico se apresentaram.
Por favor, 
que ao menos o Outono nos dê um descanso!
                                                                                                                                           

Rio, 20 de fevereiro de 2015.



3 comentários:

  1. Solange,

    aqui,em Nova Iorque, Pequim,Toquio,Londres,Paris Moscou , Paris,enfim, é tudo a mesma história,os mesmos enredos,afinal o ser humano daqui como os de lá, passam por incríveis e inesperados processos de mudança que ,tem transformado e modificado a essência dos nossos relacionamentos e da nossa civilização, em algo absolutamente, inesperado.

    É preciso tempo para digerir!

    O maior sociólogo vivo, Alvin Tofler, costuma dizer que a sociedade contemporânea acaba decretar a morte da permanência.

    Tudo entre nós é muito efêmero e passageiro inclusive, os novos códigos éticos e morais emergentes.

    O Brasil está sendo recolocado no seu devido lugar e neste novo Brasil esperamos que corruptos e devassos caiam fora,definitivamente.

    Um abração carioca e espero você lá nos meus blogues.

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  2. PS.Desculpe ter sido prolixo, mas teria muito ainda a acrescentar...

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  3. Boa noite, Paulo!
    Obrigada pelos comentários.
    Sim, vivemos um tempo de mundo difícil.
    E, hoje, depois de ler o jornal fiquei ainda mais perplexa.
    Segundo o escritor Juan Tomás Laurel, o dinheiro da Guiné Equatorial "ganho" pela Escola de Samba campeã carioca daria para colocar água potável na capital Malago (onde 95% das pessoas vivem na miséria).
    Sem comentários...
    E é assim que "a banda toca"!
    abs,
    Solange

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