sexta-feira, 17 de abril de 2015

De olho no detalhe (mais imagens de Veneza)












Fotos feitas por mim.


Em Veneza, as paredes falam!
Elas nos dão notícias dos homens e de outros tempos da história.
Os muros e as pedras nos sussurram
e nos assombram.
Em Veneza, o mar e o céu não se misturam
mas se tocam muitas vezes.
As nuvens refletem e projetam texturas.

Henry James, Nietzsche e até mesmo Rousseau escreveram em Veneza.
Rousseau chegou em Veneza em setembro de 1743. Era secretário da embaixada da França.
Ele escreveu:
Conservami la bella
Che si m'accende il cor.

Georges Sand chegou por lá em 1834. Ela tinha trinta anos e estava acompanhada de Alfred
de Musset que tinha 24. A relação terminou rapidamente durante a temporada veneziana.
Ela escreveu:
"Toutes ces boutiques de comestibles sont ornées de feuillage, de banderoles, de ballons de papier de couleur qui servent de lanternes".(p. 358 Petit Dictionnaire amoureux de Venise. P. Sollers).
As cores e as lanternas ainda se iluminam de muitas formas ao longo dos canais e das estreitas ruas labirínticas de Veneza.  A música surge de repente assim como as máscaras, os relógios e as esculturas.
Mas, são as igrejas e seus sinos que nos tocam a alma!

P.S:
A Galeria dell'Accademia vale a viagem! 

domingo, 12 de abril de 2015

Pontes de Venezia










As grandes ou piccolas pontes de Venezia nos dão os degraus do sonho.
Os olhos bem abertos aproveitam. O pensamento acelera na história que volta no tempo.
Década de oitenta e de noventa. Os passos acomodam as pedras ao redor.


sábado, 11 de abril de 2015

Veneza (manhã de 30.03.2015)

Chegar em Veneza é como entrar em um livro antigo.
Não cheguei em ritmo turístico. Permaneci no meu ritmo respiratório e percebi que andava lento.
Centenas de turistas caminham como abelhas ao redor do mel. 
Dentro do vaporetto todos falam mais baixo. 
Escuto as vozes ao longe. Permaneço em silêncio.
Sinto o ar fresco invadindo o corpo.
O mar balança algas negras na beira do canal e o perfume do sal sobe às narinas.

Há um lampião verde plantado no chão de pedra de Dorsoduro (e o vidro é rosa suave). 
A ponte branca e cheia de degraus que divide o bairro de Dorsoduro do bairro de San Marco está sempre movimentada: crianças, adultos, idosos e inúmeros cachorros circulam em passeios até mesmo solitários.
O dia termina na noite que chega tarde.
Veneza é "um tesouro flutuante" segundo Philippe Sollers.