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sábado, 11 de abril de 2015

Veneza (manhã de 30.03.2015)

Chegar em Veneza é como entrar em um livro antigo.
Não cheguei em ritmo turístico. Permaneci no meu ritmo respiratório e percebi que andava lento.
Centenas de turistas caminham como abelhas ao redor do mel. 
Dentro do vaporetto todos falam mais baixo. 
Escuto as vozes ao longe. Permaneço em silêncio.
Sinto o ar fresco invadindo o corpo.
O mar balança algas negras na beira do canal e o perfume do sal sobe às narinas.

Há um lampião verde plantado no chão de pedra de Dorsoduro (e o vidro é rosa suave). 
A ponte branca e cheia de degraus que divide o bairro de Dorsoduro do bairro de San Marco está sempre movimentada: crianças, adultos, idosos e inúmeros cachorros circulam em passeios até mesmo solitários.
O dia termina na noite que chega tarde.
Veneza é "um tesouro flutuante" segundo Philippe Sollers.




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