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sábado, 26 de setembro de 2015

Ainda e ainda em Cerisy



Notas tomadas nos dias 25 e 26 de agosto de 2015

A partir do texto de Nathalie Barberger:
Araignées / Aranhas

"A língua dos gestos vem da língua das palavras.
A aranha de Ponge é sedutora, graciosa, aérea.
Aranha que se lança até mesmo em sentido inverso.
Uma espécie de arte de dar marcha à ré".

Da aranha... resta um fio
e uma rosa no jardim.


A partir da fala de Marie Frisson:
De vers et prose(s): le prosimètre de Francis Ponge

"Nous sommes autre chose q'un poète",
coloca-se em obra o texto de Ponge em diálogo com as cartas e outros escritos, nos quais não se separa mais crítica e texto.
O modelo, conforme escutei, se aproxima do de La Fontaine, que "mistura prosa e poema à vontade. Monta-se uma alternância orgânica entre prosa e verso.
Ponge se refere não a uma retórica por poeta mas por poema. Vai valorizar o poema, o que determinará seu objeto.
A atenção é ao descontínuo, a descontinuidade pela fragmentação. (...)
A mistura é entre o poeta e o "savant"
Alguém que pesquisa e conquista um saber mas "pas encore"!

Um movimento e uma forma, uma nova forma de pensar a poesia.
A ideia não pré-existe ao poema!

Comenta-se, rapidamente, O caderno do pinhal como sendo o seu primeiro livro inacabado. E também uma experiência de errância.



Escrevi na sexta-feira, 28.08.2015

Deux flashes


1. M. Jean-Luc Steinmetz estava de sapatos de camurça marrom e meias azuis. Calça cinza, suéter vermelho e blazer bege. Os cabelos brancos brilhantes e os olhos muito azuis contribuíam com as cores desta manhã. 
Sentado junto à janela fechada que dava para o jardim parecia não ouvir nada, mas estava mais atento do que qualquer um de nós. 

2. Mme. Armande Ponge est tout en gris
A filha de Ponge comenta e acrescenta inúmeros detalhes a partir do que lhe vem à memória com os trabalhos apresentados. Na contraluz e de costas posso vê-la, muitas vezes e beaucoup plus.

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