fotos de arquivo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Nota escrita hoje:


São os nossos dedos misturados às sementes e à terra que nos dão a dimensão maior do que uma árvore vive e faz viver. Desde de um primeiro momento de magia, que faz brotar na terra a vida que vai nos alimentar depois, em ângulos nada retos, conseguimos perceber que a vida estrutura a vida em muitas nuances.
Ontem, separei algumas fotos de uma última viagem. Observei que as árvores foram muito fotografadas também. Os rostos dos homens e os troncos das árvores têm muito a dizer. O que eles falam importa cada vez mais. As distintas línguas dos homens não são tão distintas assim.
Com as burcas ou não, as mulheres procuram salvar a vida de seus filhos sempre. Os homens caminham léguas ao sol ou no frio intenso buscando a humanidade que se perdeu em algum pedaço da história.

De longe, com a bruma que nos agasalha nesta primavera que vai começar, e até mesmo com um fio de voz escrevo de forma repetitiva: somos o que conseguimos fazer, pensar e dizer durante a nossa vida (e não só na lembrança do que nos falta!) 

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