segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cartão postal (3)



As folhas se desprendem
do caderno: metade letra.
              Metade silêncio.
Os ruídos das bombas clareiam a noite.
Ela sonha (o mar respira em goles longos)

…………………………………………………
Em quê língua cantaremos os próximos séculos?

Deixaremos de amar com o corpo quente ?
Não olharemos a Guerra sem identidade.
Os instantes se escondem nos lutos.
Inesperados.
O tempo de agora é grande ironia

(longe das paredes caiadas de nossas casas
visíveis ainda em sonhos).







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