quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Um tsunami de lama química

O Brasil respira estarrecido. Estamos chocados, e não é só com a violência que impera no país. Estamos chocados diante de uma violência que impera no pensamento político. Uma violência que se traduz em palavras e em atos nos vários partidos políticos que atuam, neste momento, na esfera política e social de nossa nação.
Estamos chocados também com a recente tragédia de Mariana, em Minas Gerias, uma tragédia ambiental sem precedentes na nossa história. Tragédia que nos apresenta uma realidade que nos convoca a pensar. 
Enquanto as manchetes de nossos jornais e televisões passaram os últimos anos preocupadas em mostrar os assaltos do dia e da semana e a necessidade de se proteger as cidades na cadeia de violências que se mostrava urgente, corria em meio ao nosso sono alienante um despreparo impressionante, no que diz respeito às regras básicas e respeitosas de humanidade que visam cuidar, mais especialmente,  da natureza e dos homens.
Considero que não foi só a população ribeirinha de Minas Gerais e do Esp. Santo que foi atingida  por essa calamidade, nesse tsunami de lama e de detritos químicos ainda não confirmados totalmente. Fomos todos nós, cidadãos brasileiros; homens, mulheres e crianças. E, em mais de uma geração!
Atenção! É preciso dizer as coisas.
Acordem os jornalistas!
Acordem os pensadores deste país!
Acordem os filósofos, os pensamentos críticos.
Dêem a palavra a outros. Vamos colocar ordem no pensamento!

Onde estão os biólogos? Aqueles que estudam as águas ?
Por que não se dá nome ao que precisa ser nomeado?
É preciso responsabilizar os que só pensaram em ganhar dinheiro.
O que vamos fazer daqui pra frente? Como vão ser as indenizações desta população que perdeu tudo?

Como proteger os nossos maiores bens: os nossos rios e as nossas águas?!
Quem vai "indenizar"o País? E como?


Rio de Janeiro, 10 de novembro de 2015.





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