quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Não mais o verso. Ainda o verso (e mesmo o in-verso)!

Feliz Ano Novo
    de
Esperança!


Conseguimos a erradicação do vírus do ebola na Serra Leoa,
na Libéria e na Guiné.
Surge uma vacina (francesa) para a dengue.
O fogos vão abrir os céus do mundo
(apesar do policiamento intenso e ostensivo que engolimos vida adentro).
Como sempre ganhamos e perdemos.
Permaneçamos de pé!
...............
Milhares de crianças chegam à Europa nos braços do mar
(algumas nem chegam)!
Os jovens do mundo desejam deixar seus países em busca do sonho.
E muitos de nós não acalentam mais os sonhos na língua mãe.
..............
Feliz 2016!
Resistir, resistir!
Criar!
Inventar e re-inventar
são as palavras de ordem.

(dentro do possível com delicadeza!)


 Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2015.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FELIZ 2016 !

                                             Que a natureza continue nos acompanhando!


                                        (Foto de José Eduardo Barros no Jardim Botânico do RJ) 

domingo, 20 de dezembro de 2015

sábado, 19 de dezembro de 2015

Escrevo:

Na manhã de 18 de dezembro de 2015


1.
Faz muito calor. Estamos às vésperas do verão que deve começar, oficialmente, no dia 21 de dezembro. A temperatura na política está quentíssima. 
Assistimos um desmonte político nunca visto antes em nossa história.
Não sei dizer se tememos. Antes, constatamos que para viver uma outra história precisamos de mudanças, mas de mudanças éticas.
Enquanto isso, o país perde a credibilidade e o mundo observa nossa pouca educação tanto na política quanto nos demais processos necessários para trazer alguma ordem ao caos que se apresenta neste final de 2015.



2.
A calota polar do Ártico derrete no calor de nosso mundo incivilizado. As medidas necessárias para conter o caos que se apresenta, inclusive na natureza, estão atrasadas e caminham com lentidão.
Aprendi ontem que o metanol é mais perigoso que o CO2 ao ser lançado no ar, e ele habita o polo Ártico surgindo junto com o descongelamento que impera sem controle.
Presenciamos um momento de mundo com uma falta de ética total.
O globo terrestre corre o risco de se acalorar tanto que as águas cobrirão, nas próximas décadas, as cidades que ficam às margens do mar ou de rios importantes como em Roterdã (Holanda), em Londres (Inglaterra), em Veneza (Itália), em Bangkok (Tailândia), em Nova York (EUA) e em vários outros países.
Mas, continuamos girando ao redor do mesmo…
Há pouco espaço para as questões sérias, tanto as da natureza em nosso próprio país quanto as que dizem respeito ao impacto de tudo isso no mundo.
Em breve, estaremos comendo os sacos plásticos ingeridos pelos peixes. E, o homem já está bebendo as águas misturadas com os hormônios e outros fortes medicamentos em um ciclo repetitivo.



3.
Quando o verão chegar…
estaremos esgotados!


4.
Mas que 2016 nos traga, ao menos, "a esperança" de volta!
Com cada vez mais leitores críticos para pensar o nosso mundo!




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Respirar

Ainda procuro respirar profundamente.

O sol não se desprega do horizonte

e o traço antecipa o dia.

A China - na manhã de ontem -

protegia-se com máscaras para respirar.

O CO2 cobria as mentes

et les visages étaient aturdis:

surpreendidos na escura bruma.

Na metade corroída pela ganância

não se pensa nada.

Na outra metade

há a tosse tosse tosse!

No Brasil havia um rio que era doce.

Agora, corre veloz a mousse ocre  

e alcança o mar. Carrega numerosos peixes

e árvores frondosas na estranha correnteza.

Animais e homens foram enterrados vivos.
  
Na África, na costa norte, as areias partem

rapidamente com o vento

desmembradas dos vilarejos.

No Egito costumam dizer:

 “o rio Nilo faz parte da família”.

No Brasil havia, sim, um rio Doce!



Árvores nossas de cada dia,

rogai por nós!





Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2015.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Detalhes

Cartões postais

Walter Bemjamin disse uma vez que os selos colocados nos envelopes postais guardam imagens do mundo em detalhes. Sim, eles nos fazem olhar as imagens menores. Mas, creio que são os cartões postais que permanecem como uma espécie de memória que se abre de repente e nos carrega para longe em viagens inesperadas.
Encontro, entre os meus cartões postais, alguns muito antigos que foram recebidos como um presente especial e longínquo, e outros que ainda hoje traduzem um sorriso dado junto com o gesto quando foram entregues pessoalmente.
Há alguns postais que gosto de colocar entre as páginas dos livros que manuseio sempre. Estes parecem conter a memória mais iluminada. E, me alcançam na surpresa de uma leitura repetida que faço em certos momentos.
Nas caixas altas se encontram alguns deles, bem guardados, em meio às cartas e às fotos que também gosto de unir às colagens que, agora, também narram algum detalhe de viagem ou uma vivência resgatada.