quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Noite agora



Ainda assim,
posso vê-lo na luz da tarde
encoberto pela sombra da grande árvore
e eu me lembro do branco opaco
nos olhos parados
daquele menino.

Um gesto? Quase nada.
Algum ruído saindo da boca
meio fechada.
Olhos vazios.

Lá do lado de fora da noite
no escuro,
sob as flores do amanhã,
o mundo continua cego.



Não estamos no mesmo passo.



Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 2016.

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