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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Nota de Carnaval

Escuto o samba ao longe. Como se fosse um sonho estranho, interminável e sem imagens; os ritos deste carnaval chegam pelas paredes de minha casa. Invadem espaços abertos, antes dados aos pássaros e ao vento.
Não me incomodam tanto.
O mais difícil e abominável está encoberto pelo descaso de homens que ocupam funções e cargos políticos que desvalorizam a necessidade de cuidar da Saúde da Cidade Maravilhosa, agora, invadida pelos mosquitos da zika.
Uma epidemia sem precedentes se apresenta!
Ninguém se responsabiliza. O samba e o álcool escondem e abafam o medo. O horror da devastação da doença. A calamidade. 
Talvez, o fundo do poço a que estamos lançados neste verão!


Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 2016.

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