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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Poema


Talvez a terra seja estreita para os homens de diferentes credos
O sol no monte dourado parece partir em improváveis direções
Na hora da despedida a música das lágrimas escorre
Talvez, a terra não seja a mesma para os diferentes credos
A história da peregrinação dos homens se faz com desespero
No horizonte acende-se a angústia do peito e dos pés
Os personagens não são os mesmos de outros séculos 
Talvez os homens necessitem do rito da partida

Algum estranho caminho se mostra como salvador:
Germany para além das estradas... logo depois do mar
A poeira do chão carrega o brilho dos astros
Homens e mulheres sustentam velhos e crianças
Talvez, a Guerra não esqueça o sonho de seus filhos
No entanto, presenciamos um cenário devastado
Cidades e monumentos abandonados. Violência.
A história se conta pelas mãos e nos olhares

Ou nas línguas ainda a aprender
A música das lamentações secou
As mulheres acalmam os desejos antigos
Elas pregam em voz baixa sem usufruir de nada
Além de novas singularidades. Silêncio
Talvez, o incenso lançado no espaço do horror
Conspire para harmonizar odores e fúrias
Tanto quanto as insanas folias sem medida





Rio de Janeiro, nas vésperas do carnaval de 2016.
(revisto em 1.03.2016)




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