quinta-feira, 17 de março de 2016

Nunca vi nada igual


Em 17 de março de 2016 escrevo:

O momento brasileiro pede ação e cautela. Movimento e pensamento.
A política se apresenta podre. E ainda empobrecida pela realidade 
midiática.
As falas enlouquecidas de alguns políticos ultrapassam a nossa 
imaginação, e, ultrapassam até mesmo a ficção.
As ações tomadas na política brasileira parecem um filme de terror 
que nunca chega ao fim. Temos vivido de sustos!
Relembro Deleuze em aulas ouvidas na década de noventa. Cito 
frases anotadas livremente: Vivemos um tempo de mundo sem pensamento 
onde “as manchetes dos jornais antecipam os fatos”.
Sim, é exatamente isto que está acontecendo agora, todos os dias e todos 
os instantes de um mesmo dia. Estamos atônitos. Nunca vimos nada 
igual.
E, pior, não há tempo algum de elaboração. Não há intervalo!
A sequência vexatória dos atos dos políticos (de distintos partidos) 
está exposta, e os que se envolveram com eles e viveram tirando vantagens 
de tudo e rindo ao longo de décadas, sem se comprometer com a nossa 
sociedade como um todo, estão com ‘cara’ de marginal diante da Nação.
Estamos confrontados com um nível máximo de banalidade e ainda não saímos disso!
É estranho. É promíscuo. E é cruel com todos nós.
Não devemos banalizar o mal. O nosso mal-estar é grande, mas é preciso agir 
dando passos sérios, e sem leviandade!


S.R.




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