segunda-feira, 18 de abril de 2016

Na Câmara em cena


                                                                                   “Meninos, eu vi! ”               
                                                                                                      Gonçalves Dias


Difícil acompanhar as imagens que desfilavam na tela da tv.
O cenário bem podia ter sido de cinema, mas não era. Estavam transmitindo ao vivo a  votação que definiria a continuação ou não de um Governo. Mas, os senhores e as senhoras – vestidos de acordo com o momento – comportavam-se de forma desapropriada. Permaneciam de pé como se estivessem em uma festa, e falavam ao mesmo tempo. Alguns até se postaram junto ao microfone definindo seu voto e, dali, não arredavam mais o pé.
O que é isso?
Alguns Deputados pareciam meninos de calça curta fazendo pose para as filmadoras, buscando “fazer” bonito.
Consegui assistir toda a transmissão da Band, mesmo pensando que era um pesadelo conhecer os nossos deputados diante de uma situação tão grave. Muitos deles se mostravam tão despreparados para a função, alguns não sabiam nem se expressar!
A Torcida pelo impeachment da presidente do Brasil era confundida com o momento e em mostração midiática comentada por alguns até na hora do voto.
Hoje, estou silenciosa.
As cenas vividas, ontem, pela Nação nos apresentaram a ‘cara’ de nosso país, seu corpo político, a falta de postura e ética!
Qualquer que seja o presidente de nosso povo daqui para frente continuará a ser difícil. Tudo indica que teremos por lá, durante algum tempo, uma “Raposa velha”. E, não podemos esquecer que ainda teremos que resolver o destino do homem desonrado; o que presidiu a Cena de um Domingo inesquecível na Câmara dos Deputados.
Retomo versos de Gonçalves Dias no seu poema “I-Juca Pirama”:
"Corram livres as lágrimas que choro,
Estas lágrimas, sim, que não desonram."

Pois, lamento muito em tudo isso, sim, os meninos que eu vi por lá!

                                                                                                  S.R.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Flash back Café Letrado - 2007 e 2008 na Mediateca da Maison de France

                                                   Os poetas Heitor Ferraz e Michel Deguy
                                                  (da direita para a esquerda) e o tradutor do Evento
                                         O editor Jorge Viveiros e os poetas Heitor Ferraz, Michel
                                         Deguy e J-M Gleize ouvindo o texto de abertura
                                         Rogério Luz entre os dois coordenadores do evento
                                                       O poeta Régis Bonvicino
                                                      O poeta Rogério Luz
O poeta Jean-Marie Gleize
                                                 
                                                                                Fotos de Rafael Viegas

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Comento:

O pintor dos traços em cor e o poeta de “palavras de pedra”

Escrevi sobre Joan Miró durante o meu Doutorado na UFMG. Havia pensado em fazer um capítulo inteiro de minha Tese O idioma pedra de Joaõ Cabral apresentando Miró e João Cabral em diálogo. Depois, resolvi enxugar um pouco o texto e deixei na escrita final somente o capítulo sobre Cabral e Ponge que faz parte do livro editado pela Perspectiva em 2010. Assim, apenas os dois leitores dos primeiros capítulos de meu trabalho em andamento, os dois professores escolhidos para me indagar sobre e, também, para fazer sugestões e críticas conheceram esse texto primeiríssimo naquele momento (de minha Classificação no Doutorado).
Durante o doutorado estive em Barcelona colhendo material para o meu estudo. O museu Miró de lá não se parece com o que também conheci em Palma de Maiorca, quase uma década antes. No museu de Barcelona há uma biblioteca onde fiz pesquisas e tirei xerox. Meu interesse pelo artista é antigo. E, senti uma grande alegria ao descobrir que Miró e Cabral foram amigos e conviveram durante alguns anos, enquanto João Cabral viveu e trabalhou por lá.
Quem sabe mais adiante eu consiga me organizar e rever este texto para publicá-lo. A bonita amizade entre eles já vale o meu empenho. Digo isso em função de sentir cada dia mais dificuldade para encontrar as brechas e escrever. Mas, insisto em organizar livros novos, entre outros projetos de escrita.

Rio, outono de 2016.

     

Fundação Pilar e Miró


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Palma de Maiorca e arredores (Espanha)

 
                                         Casa onde Miró viveu com a família em Palma de
                                         Maiorca. Hoje, faz parte do espaço onde está o 
                                         Museu Miró.
                                       





Fotos feitas em 1996.

sábado, 2 de abril de 2016

Suaves notícias em meio ao caos


Os dias chegam quentes ainda. Mas o ar de outono nos abraça, suavemente, com as novidades da área cultural e científica divulgadas esta semana. Afirmo que todos ganhamos com um incentivo vindo da parte de homens dedicados em fazer valer o que, de fato, vale a pena na vida, ou seja, investir na nossa cultura, na nossa cidade dando um impulso inesperado e precioso para os pesquisadores, homens dedicados em fazer avançar o pensamento.
E aos leitores de literatura e aos escritores que terão seus livros divulgados em mais um espaço literário, ainda esclareço, para os não cariocas, que a histórica e bela livraria Leonardo da Vinci não vai desaparecer. Foi comprada por um homem que merece bem a dedicação para a qual se empenha como livreiro.
Sem citar nomes, mas dando lugar ao gesto afirmo que a alegria é grande ao receber essas duas notícias. Em relação ao primeiro fato citado, recebemos como um presente a notícia da Família que vai investir em pesquisa nas ciências e na matemática.
Faz tempo que comento com os amigos mais íntimos, que merecemos receber os “dons” dos homens ricos, dos jogadores de futebol milionários e das famílias poderosas de nossa cidade. Em outros países do mundo isso se dá naturalmente. Se existissem mais doadores sérios, voltados para a educação e a saúde de nossa população, talvez nos sentíssemos menos sufocados pelos atos dos políticos insanos de nosso tempo que imperam nas manchetes diárias salgadas de fatos assustadores.
Insuportável verão!
Pedimos luz! A suavidade da luz do outono
(com muitas nuances...)!


Rio de Janeiro, 2 de abril de 2016.