fotos de arquivo

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sem título

   Na hora do almoço quero permanecer de pé. Os dias passam
e as manhãs se mostram como algumas maratonas que não são
nunca vencidas.
   A tarde soa mais longa, às vezes, interminável.
   As minhas horas são como as marés. Às vezes, com fortes
arrebentações que se montam nos textos e outras tantas
como um mar sereno  - quase um lago - que reflete o trabalho
das horas de escuta e silêncio. Mas, há as tardes que não
acontecem.


(do livro Outonos, montagem incompleta, p.145)

Nenhum comentário:

Postar um comentário