fotos de arquivo

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fragmento do livro Oito noites em Veneza

No dia 2 de abril não consigo lembrar como gastamos as horas.
Tenho a sensação de ter caminhado pelas aleias do museu da
Accademia e, depois, ter ficado vagando pelas ruas.
(...)

As Virgens
As crianças
Os santos
:
Meditações

Tintoreto
Ticiano
Giovanni Bellini

Algumas obras falam a língua dos santos.
As cores saltam. O olhar acompanha.
Somos como nossas faltas. Precisamos refletir.

O tempo dentro do Tempo
se acomoda de outra forma.

p.31,32.

domingo, 26 de junho de 2016

Poemas no domingo

Domingo de frio

A cidade acorda devagar
Os pensamentos saltam
:
do outro lado do oceano
ao celular Rafael me escreve de Londres
Envia imagens rápidas de um tgv
Vermelho?
Diz que esteve na Índia:
fotos em cor convencem
Em close
os pés rendados da mulher;
uma indiana descalça
pisa pedras lisas


                                                Foto de Rafael Caldas

(Poema inédito. Em 26.06.2016)
De novo em 28.06.2016

A cidade
- espaço de asfalto
entre o mar
e o verde -
acorda .
Os pensamentos saltam
janelas oceanos.
Do celular Londres
déjà Brexit
Rafael clica mensagens.
Rápidas. Um tgv avança
vermelho azul e branco ?
Fotos em cor convencem.
As letras dizem
"Estive na Índia".

(Em close os pés
rendados e
uma indiana
descalça
pisa pedras lisas.)


Roma em cena 

Trastevere nasce na manhã
respingada.
Escuto a cena matutina.

Pedras negras e roliças
não acomodam os pés.
Escorregam.
Há os espaços largos
e os famintos que pedem.

No antigo bairro romano
a igreja de Santa Maria
guarda o pó
no brilho dos antigos.

Trastevere atravessa.
Do outro lado
- rio Tibre -
noites de verão.
Excessos.

Estreitas ruas
pequeninas janelas
paredes casas medievais
quentes cores recobrem
cenas de Fellini.

Na fonte três mendigos
lavam o algodão.
Gesticulam.
Due donne 
falam. Tu pensas?

Caminhonetes mercadorias.
Os cafés desfilam.
Trastevere acorda.
Trastevere, uma manhã respingada.
Assombrada.


Do livro Outonos : montagem incompleta, p.98-99

sábado, 25 de junho de 2016

Nota nada poética

Um salto para o desconhecido

Com os resultados anunciados ontem, depois da votação no Reino Unido, presenciamos uma decisão que deve mudar a direção política e econômica de parcerias que se estabeleciam há décadas na nomeada União Europeia. O mundo é globalizado e os movimentos humanos se apresentam encadeados. Sendo assim, uma simples decisão, que quase não conseguiu maioria, pode colocar em risco muitas outras.
Conforme escutei em comentários internacionais, a Rússia deva estar rindo pois assiste um momento delicado de decisão que enfraquece a Europa. Mas, junto com isso quero também dizer que presenciamos os valores do Nacionalismo importarem mais que os valores humanos!
Sinto muito que estejamos, de novo, diante de valores equivocados e egoístas definindo o caminho dos Homens.

                                                                                            S.R.
                                                                                                               25.06.2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Documentário de Zelito Viana: Ferreira Gullar - o Canto e a Fúria

FERREIRA GULLAR

O Espaço Cultural BNDES e a Fase 10 Ação Contemporânea promovem na sexta-feira, 24/06, às 18:30 h, como parte das atividades da exposição “Ferreira Gullar”, a apresentação do documentário de Zelito Viana. O poeta fala de sua obra contando casos engraçados, explicando a opção que fez pela poesia política no início dos anos 60 e, ainda, declamando alguns de seus poemas preferidos.

Com curadoria de Cláudia Ahimsa e Augusto Sérgio Bastos, a exposição, que ficará em cartaz até 8 de julho, traz a baila a trajetória do artista maranhense através de textos, vídeos, livros, objetos, fotografias e obras de arte. Uma das obras em exibição é o Poema Enterrado, criado na década de 50 por Gullar e apresentado pela primeira vez ao público.

Após a exibição do filme, que tem 55 minutos de duração, Gullar participa de um bate-papo com o diretor do filme, abrindo espaço a perguntas da plateia.  O evento será aberto ao público com entrada franca.

Veja as fotos da exposição em nosso site www.fase.com.br e curta a página da Fase 10 no Facebook. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Três contos indianos - Lumme editor,2015

Recebi o pequenino Três contos indianos de Francisco dos Santos, escritor e editor, no início de junho. Coloquei-o na mesa de cabeceira, e fui lendo em voz alta. 
Marcelo Ariel escreveu na abertura do livro que "as lendas ou o lendário são como uma memória ética profunda da humanidade", e os contos recontados por Francisco estabelecem este diálogo com a nossa história, no imaginário de uma antiguidade quase apagada. Talvez, até mesmo por isso nos tragam o sensível e o mais assombrado de maneira tão interessante e Viva!

Rio, 21-06-2016.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cenas filmadas na Gallerie dell'Accademia

                                          Quadro citado no livro Oito noites em Veneza

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Escrevi em 09.06.2016

O tempo passa e a pergunta permanece: Somos ainda frutos da ditadura?
Lendo os jornais dos últimos dias, pensei: somos frutos da ditadura sim, principalmente hoje, mas somos frutos da ditadura dos roubos e das mentiras impostas a todos nós, sobretudo pelos políticos de nosso tempo. Sem me estender muito, pois todos estes assuntos já nos esgotaram demais, aguardo o trabalho da Lei em todos os sentidos.
Além disso, ando preocupada com a quantidade de pessoas que falam que querem deixar o país. Todos conhecem alguém que já partiu ou deseja partir. Mas, o que isto significa?
Deixar a língua mãe, deixar a Pátria parece não ter mais grande importância neste mundo globalizado. Na Europa, os jovens circulam em muitas direções também, e sempre procurando trabalho e uma vida melhor. Há jovens espanhóis, por exemplo, circulando e trabalhando na Suécia, e há jovens até mesmo canadenses procurando nos países nórdicos um espaço onde a vida parece ser mais digna.
O senhor Dinheiro importa, mas para alguns jovens não é só ele quem dá a direção ao desejo. Muitos outros valores importam. Os brasileiros escolhem a América do Norte ou o Canadá e até alguns países europeus. Há um circuito que se estrutura e que nos faz pensar.
Além disso, sentimos que o mundo assiste a um desmonte de valores inimaginável. A vida não se coloca mais como a prioridade do viver. Mata-se me nome de Nada. Tanto nas cidades mais violentas como a nossa, quanto nos países ditos poderosos comete-se atrocidades e faz-se a guerra por muito pouco.
A problemática grave das migrações dos países pobres ou em guerra suscita um tempero bem preocupante a tudo isso. O problema do mundo de hoje precisa ser visto pelas lentes de estudiosos em ângulos bem amplos.
Estamos vivendo um desmonte do pensamento da Humanidade de forma vertiginosa.


                                                                                                                  S.R.

domingo, 12 de junho de 2016

Prosa da árvore podada

A árvore do jardim pede clemência aos homens. Eles cortam seus galhos soltos no ar. A árvore lamenta.  Algumas árvores ao serem podadas perdem a direção. Podas assassinas!
Outras falam de forma monossilábica. Incompreensível. Repetem o Evangelho?

 (...) eles não sabem o que fazem.



Rio, 10 de junho de 2016.

Outono invernal




Fotos clicadas com celular, Ipanema e Leblon, 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Veneza, hoje e sempre




                                         



Fotos de 2015

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Augusto Boal - "Cartas do Exílio"

IMS-RJ abre exposição Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio em parceria com o Instituto Augusto Boal

Abre no sábado (4), a mostra Meus caros amigos – Augusto Boal – Cartas do exílio, que reúne parte da correspondência de Augusto Boal (1931-2009), criador do Teatro do Oprimido, durante os anos de seu exílio político, de 1971 a 1986. Com curadoria de Eucanaã Ferraz, poeta e consultor de literatura do IMS, a exposição fica em cartaz na Pequena Galeria do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro até 21 de agosto. Além das 40 cartas -- a maior parte recebida por Boal, algumas apresentadas ao público pela primeira vez --, estarão expostos fotografias, passaportes, livros, e vídeos com leituras e depoimentos de Chico Buarque, Fernanda Montenegro e Cecilia Boal, viúva do teatrólogo.

Meus caros amigos – Augusto Boal – Cartas do exílio
Curadoria: Eucanaã Ferraz
Abertura: 4 de junho, às 17h
Visitação até  21 de agosto
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre

 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Tours - cidade da França





                                         

Jardins do Museu de Belas Artes de Tours, 2015

Pequena nota:
                O Musée des Beaux-Arts de Tours não é especialmente grande. Mas nos agradou 
                bastante. Encontramos belíssimos desenhos de Jean-Auguste-Dominique Ingres e 
                Jacques-Louis David. Comprei postais com os traços dos artistas e, agora, 
                presenteio os amigos.