segunda-feira, 13 de junho de 2016

Escrevi em 09.06.2016

O tempo passa e a pergunta permanece: Somos ainda frutos da ditadura?
Lendo os jornais dos últimos dias, pensei: somos frutos da ditadura sim, principalmente hoje, mas somos frutos da ditadura dos roubos e das mentiras impostas a todos nós, sobretudo pelos políticos de nosso tempo. Sem me estender muito, pois todos estes assuntos já nos esgotaram demais, aguardo o trabalho da Lei em todos os sentidos.
Além disso, ando preocupada com a quantidade de pessoas que falam que querem deixar o país. Todos conhecem alguém que já partiu ou deseja partir. Mas, o que isto significa?
Deixar a língua mãe, deixar a Pátria parece não ter mais grande importância neste mundo globalizado. Na Europa, os jovens circulam em muitas direções também, e sempre procurando trabalho e uma vida melhor. Há jovens espanhóis, por exemplo, circulando e trabalhando na Suécia, e há jovens até mesmo canadenses procurando nos países nórdicos um espaço onde a vida parece ser mais digna.
O senhor Dinheiro importa, mas para alguns jovens não é só ele quem dá a direção ao desejo. Muitos outros valores importam. Os brasileiros escolhem a América do Norte ou o Canadá e até alguns países europeus. Há um circuito que se estrutura e que nos faz pensar.
Além disso, sentimos que o mundo assiste a um desmonte de valores inimaginável. A vida não se coloca mais como a prioridade do viver. Mata-se me nome de Nada. Tanto nas cidades mais violentas como a nossa, quanto nos países ditos poderosos comete-se atrocidades e faz-se a guerra por muito pouco.
A problemática grave das migrações dos países pobres ou em guerra suscita um tempero bem preocupante a tudo isso. O problema do mundo de hoje precisa ser visto pelas lentes de estudiosos em ângulos bem amplos.
Estamos vivendo um desmonte do pensamento da Humanidade de forma vertiginosa.


                                                                                                                  S.R.

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