domingo, 31 de julho de 2016

Alguns momentos da Exposição de Regis Bonvicino na Oi Futuro - Ipanema



                                       "Objeto" de Luciano Figueiredo com versos de Régis
                                        Bonvicino do poema "A Nova Utopia".



                                       Fotos de José Eduardo Barros, 30 de julho de 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Homens violentos


O mundo explode. A troca digna desaparece. 
Grita-se: “olho por olho”.
Somos personagens da história interpelada de horrores. 
Violência avassaladora. Voraz. Sem diálogo. 
Alguns desaprendem a fala. Outros usam as máquinas 
só calculam. Vasculham. Famintos os homens mentem. 
Ratos de terno & gravata (habitantes de Brasília). 
Dormem o sono dos impróprios. À toa, mulheres
perdem filhos. Esquinas nuas. Cidade cruel. A violência dos gestos. 
Afundamos no mar imundo de guerras fragmentárias.
Fragmentados homens!


Rio de Janeiro, 28 de julho de 2016.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Regis Bonvicino no Rio de Janeiro: A Nova Utopia


                                                       OI FUTURO IPANEMA
                                                     Abertura no sábado, 30 de julho às 19.30hs

O poeta, tradutor, crítico de literatura e editor Régis Bonvicino inaugura no próximo dia 30 de julho, no Oi Futuro em Ipanema, sua exposição “A Nova Utopia”, dentro do programa “Poesia Visual”, que tem curadoria assinada por Alberto Saraiva. 

http://sibila.com.br/impacto/regis-bonvicino-na-oi-futuro-ipanema/12618

domingo, 24 de julho de 2016

Il Garda ieri e oggi - Sirmione - Maria Callas

Sirmione, cidade da Lombardia - Itália

 





                                      Fotos de 2015.

Fragmento do livro Oito noites em Veneza

                                                                                                     1.04.2015


   Em abril, durante a Páscoa, os sinos tocam. Muito.
Andamos perdidos em ruas estreitas. Seguimos o badalar dos
sinos sem nos importar com as horas. Percebo, de repente,
que as asas fazem parte. Há asas espalhadas nos locais mais
estranhos. Estão expostas as asas construídas por Leonardo
da Vinci, as primeiras asas feitas por um homem. Há as asas
que compõem os quadros dos pintores com anjos dentro e
fora dos espaços imaginados.

                                                                 (p.27)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Le 14 juillet (fragmento do livro Estrangeira)

(Eu vi):

Em ângulo nada reto
a partir do Arco do Triunfo
- no Champs Elysées - * 
o desfile de 14 juillet
2005


Primeiro:
os aviões
em céu de brigadeiro
No susto acompanhei
a entrada 
do presidente Chirac
(com leves palmas)
Depois - só depois entendi:
em primeiro lugar aviões e armas...


(...)




*
Há uma nota interessante nos Anexos do livro Passagens, de Walter Benjamin, 
sobre o Champs Elysées que transcrevo aqui: "Avenida luxuosa entre a Place 
de la Concorde e o Arco do Triunfo. Durante o Segundo Império com a instalação
de cafés, restaurantes, panoramas e circos, ela tornou-se um ponto de encontro
do mundo elegante. Tradicionalmente utilizada para paradas militares."

p.65 do livro Estrangeira.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

INDIANAS

1
Cinco mulheres em véus e sandálias de plataforma alta.
Verão.


2
Eu não estava em Bombaim mas seus tornozelos tinham a tonalidade das pétalas de rosa, um pouco violeta. Corriam entre os carros assustadas.
Vislumbrei a calça jeans embaixo das dobras vermelhas da seda. Talvez, em função da maquiagem, da sensualidade do andar, eu tenha parado 

para olhá-las:























ritmo, perfume, cor...
Por um milagre elas surgiram. Foi como pude senti-las naquele longo
boulevard Raspail.


3
Um pintor teria dito:
parem!
Degas pintaria a idade de seus pés ou de suas mãos? Matisse, os volumes 
e as formas dos braços?
Abro um parêntese.
Fui ao dicionário. Procurei, sem saber bem onde estava indo, a palavra rubra.
Precisava do vocábulo para justificar meu poema que atraía sementes.


4
A "coisa" colorida. O vestido de uma Mulher pede para ser usado no plural, 
v e s t i d o s   de M u l h e r e s.

Há mais coisas a dizer.
Narinas abertas respiram o ar quase púrpuro da luz.

Essas mulheres
na tela escritural,
não longe
umas das outras,
convivem com o final do dia.



5
Sobrancelhas arqueadas
à lápis noir
turquesa - entre - os olhos
não menos que outras cores
sobre a pele brilhante.
Um piscar de movimento brusco
é uma possibilidade
no novo mundo
do texto,
e distingue o jamais visto.


Enfim me rendo!

RUBRO - vermelho muito vivo; da cor de sangue.


PS. poema do livro Outonos montagem incompleta, 2014. (publicado pela primeira vez, na Rede Cronópios, em 2006)

domingo, 3 de julho de 2016

Homenagem a Elie Wiesel (1928 - 2016)

                                                          Um homem que lutou contra a barbárie
                                                           humana.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Na torcida pela jovem síria Yusra Mardini


A jovem Yusra já é uma campeã. Saiu da Síria para escapar da Guerra. 
Nadou durante 4 horas junto com a irmã e mais uma pessoa ajudando 
a empurrar o barco onde estavam dezenas de pessoas. Alcançou uma 
ilha grega (de onde continuou sua saga até chegar em Berlim). 
Precisamos conhecer mais sobre a história destes jovens; os que vivem 
a luta pela sobrevivência para escapar desta guerra insana!


Por que a guerra?


Escuto o canto dos pássaros daqui deste recanto onde escrevo.

E o mundo continua caminhando em voltas, reviravoltas aparentemente sem direção alguma. Imigrantes de várias nacionalidades saem desgovernados de seus países mergulhados em guerras infindáveis. Por que a Guerra já nos perguntamos, muitas vezes. Mas os homens fazem a guerra sempre, sem encontrar soluções racionais para os problemas considerados infindáveis e marcados pelas diferentes formas de pensar e agir.

Estamos assistindo a Inglaterra dar uma volta, na contramão do mundo. Alguns nem entendem direito o que está acontecendo, e que transborda em discussões encaloradas afetando a economia do mundo. Muitos se consideram superiores a outros apenas porque nasceram em território mais rico ou melhor posicionado, geograficamente, neste nosso planeta. Os valores humanos estão alterados.

Os homens esqueceram que a humanidade é uma só.

As guerras são tradutoras das fraquezas humanas desde sempre. A evolução da humanidade devia ter dado conta da tarefa de fazer o homem refletir e agir mais perto de seu estado atual de evolução. Se conseguimos viver em casas confortáveis e limpas, se conseguimos nos comunicar em tempo real com familiares e amigos em outras partes do mundo, se podemos usufruir dos benefícios que o homem desenvolveu na ciência e na tecnologia,

com certeza, temos condições de ouvir as diferentes problemáticas que nos atingem. E, as muitas línguas e costumes podem buscar resolver as questões densas em diálogos sérios que nos façam crescer na diversidade. O nosso planeta pede uma trégua aos homens que caminham sem ver a natureza, que clama por mais consciência e respeito. O tempo urge. Os rios e os mares correm o risco de perder seu fluxo, sua vida de sustentabilidade.

Escuto o canto das cigarras, aqui, de onde escrevo.

                                                                                      Final do Leblon, 1 de julho de 2016.
                                                                                         S.R