segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Indagações

Algumas vezes, eu me vejo pensando que as mudanças do mundo, as grandes mudanças políticas deste nosso tempo, sinalizam uma falta absoluta de pensamento. Digo isto pensando que os governos das grandes Nações do mundo, nos próximos anos, não vão dar conta das necessidades da humanidade. Não das necessidades de alguns homens, mas das necessidades de sua grande maioria. 
Parece-me que o foco de preocupação e interesse dos políticos, os que definem o movimento das nações, mudou de lugar. De alguns anos pra cá, os seres humanos não são mais a prioridade dos governos. Atordoados, os Governos do Mundo se preocupam com o Lucro, com o Poder e a "Economia" desmedida.
Recentemente, percebi que precisaríamos de um "novo andar" no nosso universo, um espaço amplo onde os governantes desleais com o mundo pudessem enviar as pessoas das mais diferentes raças e religiões, aquelas que não respondem adequadamente aos padrões exigidos pelos que detêm o poder, porque o que eles - os grandes governantes do mundo - têm afirmado como sendo a prioridade de seus governos parece brincadeira de muito mal gosto. 
Ao mesmo tempo, já ouvi declarações do filósofo Alain Badiou, falando recentemente nos EUA, do nosso antenado Papa, falando em Roma, de amigos, poetas e intelectuais em S.Paulo e, aqui, no Rio de Janeiro, e, todos nós não estamos só preocupados, mas estarrecidos com o caminho que a humanidade está tomando. 
No entanto, poucos de nós se perguntam onde estamos sendo enfiados e o porquê disso, agora.
Neste novo ciclo que se abre, que trará com certeza grandes mudanças, viveremos momentos de muita ganância, já anunciada, e, também, de muita cegueira com o próximo. Momentos perigosos para todos nós!
Devemos começar a pensar sobre tudo isso. 
Precisamos nos implicar, e não apenas ficar estarrecidos.

      

Rio de Janeiro, 14.11.2016

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