sábado, 12 de novembro de 2016

Poema de Domingo

Pela manhã meus dedos desenham
suas orelhas ainda quentes
Flores nuas dobram-se
nas jarras transparentes
Aleluia!
A voz rouca de Leonard
soa na mesa próxima
Nas paredes as palavras
ressoam o sofrimento
ou a prece: aleluia!

(ainda é sábado)

Rio de Janeiro, 12.11.2016

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